Varejo projeta alta nas vendas nominais até março, segundo IDV

Índice Antecedente de Vendas aponta recuperação gradual do setor, com destaque para artigos farmacêuticos e vestuário

As vendas nominais no varejo brasileiro devem apresentar crescimento entre janeiro e março de 2026, de acordo com dados da assessoria de imprensa do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). O Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista, aponta previsão de alta de 2,8% em janeiro, 2,6% em fevereiro e 6,3% em março, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em dezembro, o setor registrou queda de 0,9%.

Quando ajustados pelo IPCA, os dados do IAV-IDV mostram retração de 1,6% em janeiro e 1,1% em fevereiro, com recuperação de 2,9% em março. Em dezembro, a queda real foi de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2024. Segundo Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, “a queda do faturamento do varejo em dezembro foi influenciado, entre outros fatores, pelo resultado dos segmentos de hipermercados e atacado. Apesar da desaceleração da inflação e a presença de datas como o Natal, o faturamento desses dois setores, em dezembro, foi 2,5% menor com relação ao mesmo mês de 2024. Já com relação a volume, a queda foi de 5,5% no período”.

O cenário macroeconômico para 2026 indica crescimento do PIB de 1,8% e inflação projetada em 4,0%. O IPCA encerrou 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta do Conselho Monetário Nacional, contribuindo para maior previsibilidade inflacionária. A taxa Selic, mantida em 15% ao ano na primeira reunião do Copom em 2026, tem expectativa de queda para 12,25% até o final do ano. Jorge Gonçalves Filho destaca que “por mais que as explicações técnicas queiram justificar este patamar da Selic, que leva os juros reais a, aproximadamente, 10%, há o risco de gerar uma profunda retração no varejo, em especial para os médios e pequenos varejistas”.

Setorialmente, em dezembro, hipermercados e supermercados, atacado e móveis e eletrodomésticos apresentaram queda nas vendas. Para os próximos meses, a previsão é de recuperação na maioria dos setores, com destaque para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, que devem registrar altas de até 17,5% em janeiro. O setor de tecidos, vestuário e calçados também projeta crescimento, com previsão de alta de 8,9% em janeiro.

O IAV-IDV é calculado a partir dos dados individuais de faturamento e expectativas dos associados do IDV, que representam cerca de 20% das vendas do varejo nacional. O IDV reúne 69 empresas de diversos segmentos, atuando para promover o desenvolvimento sustentável e ético do varejo brasileiro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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