Perdi o carro para o banco: entenda por que a dívida pode não acabar aí
Saiba o que acontece após a retomada do veículo financiado e como agir para evitar prejuízos financeiros
Quando um veículo financiado é retomado pelo banco devido à inadimplência, muitas pessoas acreditam que a dívida se encerra automaticamente. No entanto, segundo informações da assessoria de imprensa da Recovery, empresa especializada em recuperação de crédito, essa não é a realidade para muitos consumidores brasileiros.
No modelo de financiamento com alienação fiduciária, o mais comum no país, o veículo serve como garantia do pagamento. Caso o cliente não consiga manter as parcelas em dia, o banco ou instituição financeira pode retomar o bem. Dados da B3 mostram que, em 2025, o número de contratos ativos de financiamento de veículos chegou a 5.321.080 até setembro, o maior volume desde 2011.
A retomada do veículo, regulamentada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pode ser feita de forma extrajudicial, desde que prevista em contrato e respeitados os requisitos legais. Após a apreensão, o veículo é geralmente levado a leilão para tentar quitar a dívida. Porém, se o valor arrecadado não for suficiente para cobrir o saldo devedor, incluindo juros e custos do processo, o consumidor permanece responsável pela diferença.
Camila Rodrigues, Gerente de Cobrança para o Segmento de Veículos da Recovery, esclarece: “Muitas pessoas associam a dívida exclusivamente ao bem físico, como se o carro encerrasse a obrigação. Na prática, o financiamento é um contrato financeiro, e o veículo é apenas a garantia”. Isso significa que perder o carro não encerra, necessariamente, a obrigação financeira.
A inadimplência também pode impactar negativamente o score de crédito, dificultando o acesso a novos financiamentos e operações financeiras. Por isso, caso a dívida persista após a retomada do veículo, é fundamental agir rapidamente. Entre as orientações estão procurar o banco o quanto antes, avaliar a real capacidade de pagamento, negociar condições mais viáveis e formalizar todos os acordos por escrito.
A especialista destaca que, se a negociação direta com o banco for difícil, é possível buscar apoio de instituições especializadas em negociação de dívidas. Quanto mais cedo a situação for enfrentada, menores tendem a ser os impactos no orçamento e no histórico financeiro do consumidor.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



