Multipropriedade cresce no litoral com alta do turismo e custos de hospedagem
Aumento do turismo e dos preços no litoral impulsiona famílias a buscarem alternativas como a multipropriedade
O aumento do fluxo de pessoas no litoral brasileiro tem elevado o consumo e transformado o comportamento do consumidor, especialmente no que diz respeito ao turismo e à hospedagem. Segundo dados da assessoria de imprensa, mesmo com o IPCA encerrando 2025 em 4,26%, o gasto médio do turista em Santa Catarina cresceu 41%, saltando de R$ 6.620 para R$ 9.349 por grupo familiar. Além disso, as diárias da hotelaria nacional subiram 17,6%, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.
Esse cenário tem impulsionado uma migração significativa da despesa variável da hospedagem tradicional para o modelo de multipropriedade, também conhecido como fração imobiliária. O setor atingiu um Valor Geral de Vendas (VGV) recorde de R$ 92,7 bilhões, de acordo com estudo da Caio Calfat Real Estate Consulting, e registrou crescimento de 16,6% no volume de vendas. A multipropriedade tem se destacado como alternativa para famílias de classe média que buscam previsibilidade de custos em destinos turísticos cada vez mais disputados.
No litoral norte de Santa Catarina, região de praias como Balneário Camboriú e Penha, o impacto dos preços na hotelaria é ainda mais evidente. A Setur-SC confirma que o gasto médio do turista saltou 41% na última temporada, enquanto o RevPAR (receita por apartamento disponível) subiu 19,7% no país. A Região Sul liderou o crescimento de ocupação no fim de 2025, com alta de 6,1%, pressionando a oferta local.
Segundo Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques e Resorts, “na multipropriedade, o consumidor adquire a sua própria ‘casa de praia’ no sistema de cotas, e o direito de uso permanente pagando uma parcela fixa, imune à variação da diária de balcão que cresce de forma significativa em períodos de alta movimentação”. Márcio Piccoli, diretor de Operações do empreendimento, destaca o aumento na conversão de vendas durante os meses de pico tarifário, reforçando a busca por previsibilidade e proteção dos custos de hospedagem.
Outro diferencial do modelo é a possibilidade de intercâmbio de férias, permitindo que o proprietário troque sua semana no Brasil por estadias equivalentes em outros destinos globais, pagando apenas taxas administrativas. “O turismo internacional ficou 30% mais caro para os brasileiros em 2025 e por isso, essa mobilidade tem atraído clientes”, explica Piccoli.
A tendência é que o modelo de multipropriedade continue em alta, oferecendo uma alternativa viável para quem deseja lazer, previsibilidade de custos e flexibilidade para viajar, mesmo diante do aumento dos preços no setor turístico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



