Licença menstrual: avanço ou solução temporária para a saúde feminina no trabalho?
Projeto de Lei reacende debate sobre saúde, produtividade e desafios estruturais para mulheres no mercado de trabalho
A discussão sobre a licença menstrual voltou à pauta nacional após a aprovação do Projeto de Lei pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025. A proposta, que agora segue para o Senado, prevê até dois dias de afastamento mensal para trabalhadoras que enfrentam sintomas incapacitantes durante o ciclo menstrual. O tema, segundo informações da assessoria de imprensa da Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, reacende debates sobre saúde, produtividade e os desafios enfrentados por mulheres no mercado de trabalho.
Embora a licença seja considerada um avanço, especialistas alertam que a medida pode ser apenas paliativa diante da complexidade das condições envolvidas. Para a Dra. Ana Maria Passos, a menstruação deveria ser um processo fisiológico tranquilo. “Quando há dor intensa, cólicas frequentes, sangramento excessivo ou enxaquecas incapacitantes, não se trata de algo normal. São sinais que precisam ser investigados”, afirma. Muitas mulheres acabam acreditando que o sofrimento é inerente à condição feminina, o que pode atrasar diagnósticos e comprometer a qualidade de vida.
Entre as doenças que agravam os sintomas menstruais estão a endometriose, que causa cólicas severas, fadiga e sangramento aumentado, e a adenomiose, mais comum na perimenopausa. Ambas impactam diretamente a produtividade, o convívio social e até a fertilidade. “Esses quadros exigem acompanhamento médico qualificado. A licença menstrual pode aliviar momentaneamente, mas não resolve o problema na raiz”, explica Ana Maria.
Segundo a especialista, é fundamental diferenciar uma cólica leve de uma dor incapacitante. Quando os sintomas exigem medicação constante, internação ou provocam sangramentos que comprometem o dia a dia, a licença pode ser necessária. Para um diagnóstico preciso, exames como ressonância magnética com contraste e preparo intestinal da pelve e abdome, ou ultrassom transvaginal com preparo intestinal realizado por especialista em endometriose, são essenciais. “Sem esses exames, muitas mulheres permanecem sem diagnóstico e continuam sofrendo em silêncio”, alerta.
A médica também destaca o risco de preconceito no ambiente corporativo, com empresas podendo evitar contratar ou manter funcionárias que utilizam a licença com frequência. O ideal, segundo a especialista, é garantir acesso a diagnóstico e tratamento adequados, incluindo mudanças no estilo de vida, alimentação anti-inflamatória, atividade física, reposição hormonal e, em casos graves, bloqueio do ciclo menstrual. “Sem investigação, o sofrimento se repete mês após mês. A licença é uma ajuda, mas paliativa. O que as mulheres merecem é atendimento de qualidade para não terem sua vida e carreira comprometidas”, conclui.
Conteúdo elaborado com informações da assessoria de imprensa da Dra. Ana Maria Passos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



