Três pandemias silenciosas desafiam o cuidado em saúde no século XXI

Obesidade, desequilíbrios hormonais e transtornos mentais avançam juntos e exigem uma abordagem integrada para a saúde

Obesidade, desequilíbrios hormonais e transtornos mentais vêm crescendo de forma interligada e silenciosa, caracterizando o que especialistas já denominam como as pandemias do século XXI. Mais do que condições isoladas, esses fenômenos revelam os limites de um modelo de cuidado em saúde fragmentado, que trata sintomas de maneira compartimentalizada e ignora o corpo como um sistema integrado. O tema foi aprofundado pela médica endocrinologista e PhD Alessandra Rascovski, autora de “AtmaSoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor”, em análise baseada em dados recentes e contextualização sobre metabolismo, hormônios, saúde mental e estilo de vida, conforme informações da assessoria de imprensa.

Segundo o World Obesity Atlas 2025, cerca de 31% da população adulta brasileira vive atualmente com obesidade, e aproximadamente 68% apresentam excesso de peso. Globalmente, mais de 1 bilhão de pessoas convivem com obesidade, incluindo 880 milhões de adultos e 159 milhões de crianças e adolescentes. As projeções indicam que, até 2030, quase metade dos adultos brasileiros poderá viver com obesidade, com crescimento entre homens e mulheres. Esses dados explicam por que a obesidade é tratada como uma pandemia crônica, silenciosa e progressiva, com efeitos que vão além do peso corporal, atingindo metabolismo, hormônios e saúde mental.

A médica Alessandra Rascovski ressalta que a expansão dessas condições está diretamente ligada ao estilo de vida contemporâneo. Ela afirma: “O que chamamos hoje de epidemias não infecciosas é, na verdade, a expressão biológica de um modo de vida que rompeu o diálogo com os ritmos naturais do organismo. Dormimos pouco, comemos mal, vivemos sob estresse constante e cobramos desempenho contínuo de um corpo que precisa de alternância entre estímulo e recuperação. O resultado é um sistema que passa a funcionar em compensação permanente”.

Além disso, a obesidade não pode mais ser vista apenas pelo balanço entre calorias ingeridas e gastas, pois envolve inflamação crônica, resistência à insulina, privação de sono, estresse persistente e alterações hormonais. Distúrbios hormonais afetam cognição, humor, metabolismo e comportamento, interferindo na adaptação ao cotidiano. Transtornos mentais, como ansiedade e depressão, atingem mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a OMS, coexistindo e intensificando alterações metabólicas e hormonais.

Rascovski defende uma mudança de eixo no cuidado em saúde, saindo da lógica corretiva para uma abordagem que reconheça o corpo como sistema vivo. Ela destaca a importância do autoconhecimento, da avaliação consistente de indicadores de saúde e da reorganização de hábitos possíveis dentro da vida real. “Enfrentar essas pandemias exige recuperar algo que a medicina e a sociedade perderam: a escuta do corpo e o respeito aos ciclos. Cuidar da saúde é um processo, não um evento isolado”, conclui.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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