Saúde vascular: peça-chave para segurança no tratamento oncológico
No Dia Mundial do Câncer, especialistas reforçam a importância do cuidado vascular integrado à jornada oncológica
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No contexto do Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP) destaca a importância do cuidado com a saúde vascular como parte fundamental de um tratamento oncológico seguro. Segundo dados da assessoria de imprensa, a atenção à circulação é essencial desde o diagnóstico até o pós-operatório, contribuindo para o bem-estar e a segurança do paciente.
A diretora da SBACV-SP, Dra. Dafne Leiderman, alerta para o risco aumentado de trombose e outras complicações vasculares em pessoas em tratamento contra o câncer. Ela enfatiza a necessidade de informação, prevenção e atuação integrada entre diferentes especialidades médicas para ampliar a qualidade da assistência. “Esse quadro está relacionado a alterações nos mecanismos de coagulação desencadeadas pela resposta inflamatória do organismo ao tumor e pela liberação de substâncias pelas células tumorais que interferem no equilíbrio do sangue e aumentam o risco de trombose. Além disso, tumores podem comprimir vasos sanguíneos, o que também contribui para esse risco”, explica.
A trombose venosa profunda, especialmente nos membros inferiores, é a complicação vascular mais comum, podendo evoluir para embolia pulmonar caso o coágulo se desloque. Outros quadros, como inflamações em veias superficiais, também são frequentes, principalmente em pacientes que recebem medicação intravenosa. O risco varia conforme o tipo de tumor e o quadro clínico individual, sendo mais elevado em neoplasias de pâncreas, estômago, útero, rins e tumores cerebrais primários. Idade avançada, doenças cardíacas ou respiratórias, obesidade, histórico de trombose, infecções e longos períodos de imobilidade também aumentam a vulnerabilidade.
O período pós-operatório merece atenção especial, já que cirurgias de grande porte e a recuperação prolongada elevam o risco de trombose. Sinais como dor localizada, inchaço, calor ou mudança de cor na pele, especialmente nas pernas, além de falta de ar súbita, desconforto torácico e mal-estar intenso, devem ser avaliados rapidamente por um médico.
A prevenção e o manejo envolvem monitoramento constante e, em alguns casos, uso de anticoagulantes sob orientação especializada. Tratamentos como quimioterapia podem aumentar o risco de coágulos devido a efeitos colaterais como náuseas, vômitos e desidratação.
A atuação do cirurgião vascular pode ser decisiva quando tumores comprimem vasos importantes, integrando a equipe cirúrgica para preservar a circulação e prevenir complicações. “Informação e atuação integrada ajudam a proteger a saúde de forma ampla. Atenção à circulação, diálogo com a equipe médica e suporte especializado fazem parte de um percurso mais seguro ao longo da jornada do paciente.”
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



