Inteligência artificial prevê risco de quedas em adultos analisando a musculatura do tronco
Estudo da Mayo Clinic mostra como IA pode antecipar fragilidade e ajudar na prevenção de quedas já na meia-idade
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Um novo estudo da Mayo Clinic revela que a inteligência artificial (IA) pode ser uma aliada fundamental na prevenção de quedas em adultos, especialmente a partir da meia-idade. Utilizando exames de imagem abdominal, pesquisadores conseguiram identificar marcadores precoces de risco de quedas, com destaque para a densidade da musculatura do tronco como fator-chave. Os dados são da assessoria de imprensa.
As quedas figuram entre as principais causas de lesões, principalmente em pessoas idosas. O estudo, publicado na revista Mayo Clinic Proceedings: Digital Health, mostra que a IA pode analisar tomografias computadorizadas (TC) realizadas por outros motivos e, assim, antecipar riscos de fragilidade. A pesquisa envolveu especialistas em bioinformática e radiologia, que buscaram entender se características como distribuição de gordura, tamanho e densidade muscular e qualidade óssea poderiam indicar alterações físicas relevantes.
O resultado surpreendeu: a densidade muscular, que indica a qualidade do músculo, foi um preditor muito mais forte do risco de quedas do que o tamanho muscular. “O tamanho muscular é apenas uma medida do volume muscular”, explica Jennifer St. Sauver, Ph.D., epidemiologista da Mayo Clinic. “A densidade muscular é diferente; na tomografia, ela indica o grau de densidade e homogeneidade do tecido muscular.” Segundo a especialista, músculos mais homogêneos apresentam maior densidade e tendem a conter menos gordura intramuscular.
A pesquisa reforça que a densidade muscular está mais associada à força e à função física do que o tamanho do músculo. O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a força dessas associações já em adultos de meia-idade, mostrando que alterações musculares podem ser identificadas antes mesmo do envelhecimento avançado.
Outro ponto importante é que, embora os músculos das pernas sejam tradicionalmente associados à função física, a musculatura abdominal também desempenha papel significativo na prevenção de quedas. “Uma das mensagens mais importantes desta pesquisa é manter os músculos abdominais nas melhores condições possíveis”, afirma a Dra. St. Sauver. “Isso pode trazer benefícios que começam na meia-idade e se estendem até a fase mais avançada da vida.”
A pesquisa abre caminho para estratégias de prevenção mais eficazes e pode impactar diretamente a saúde pública, promovendo um envelhecimento mais saudável. Para dicas sobre como melhorar a força da musculatura abdominal do tronco, acesse mayoclinic.org.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



