Inteligência artificial no RH: Censo revela avanços e desafios na humanização da tecnologia
Pesquisa mostra que 75% dos profissionais de RH já utilizam IA, mas uso ainda é mais operacional do que estratégico
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Dados da assessoria de imprensa mostram que a inteligência artificial (IA) já faz parte do cotidiano dos profissionais de recursos humanos (RH) no Brasil. Segundo o mais recente Censo do RH, promovido pelo WallJobs em parceria com a Faculdade ESEG, 75% dos respondentes utilizam IA tanto no trabalho quanto na vida pessoal. O levantamento, realizado no último trimestre de 2025 com 525 profissionais de diferentes regiões do país, revela que a adoção da tecnologia é transversal, atingindo empresas de todos os portes, com destaque para São Paulo.
Apesar da ampla adoção, a maioria dos profissionais ainda limita o uso da IA a tarefas operacionais e burocráticas, como conferência de dados e automação de processos. “Ao mesmo tempo, talvez ainda falte clareza sobre como aplicar a IA de forma prática no dia a dia. Ou pode existir o receio de que a tecnologia substitua o fator humano. Quando falamos sobre IA, o ponto central não é mais se ela fará parte da nossa rotina, mas como vamos integrá-la sem perder o que nos torna humanos. Essa é a grande preocupação do nosso tempo: a humanização da tecnologia. A verdade é que a IA não vem para substituir, vem para potencializar o profissional de RH”, destaca Henrique Calandra, fundador do WallJobs.
No recrutamento e seleção, mais de 60% dos participantes consideram a IA essencial para acelerar a análise de currículos, mas poucos a associam à melhoria da experiência do candidato ou à redução de vieses. A ética no uso da IA é uma preocupação: 57% temem que algoritmos possam excluir perfis fora dos padrões, reforçando a necessidade de equilíbrio entre automação e julgamento humano.
Nos processos de onboarding, 34% veem a IA como aliada na personalização de conteúdos e orientações para novos colaboradores, enquanto 24% utilizam dados para acelerar a curva de produtividade. Em relação à saúde mental, 27% acreditam que a IA pode ajudar a identificar sinais de burnout, e 14% já monitoram indicadores de diversidade e inclusão em tempo real.
Na definição salarial, 49% usam IA para análise de benchmarks de mercado, enquanto 19% personalizam pacotes de remuneração. Sobre desligamentos, 39% defendem decisões exclusivamente humanas, mas outros 39% reconhecem o valor analítico da IA.
O Censo do RH aponta que, embora a IA esteja consolidada no setor, seu uso ainda é mais operacional do que estratégico. Os profissionais demonstram maturidade ao buscar um equilíbrio entre automação e sensibilidade humana, reforçando que a tecnologia deve ampliar – e não substituir – o papel do RH. Como resume o professor Edgard Rodrigues: “O futuro do trabalho não é humano ou artificial. É humano com tecnologia. A IA não é uma ameaça, mas uma ferramenta de empoderamento, capaz de ampliar nossa capacidade de análise, liberar tempo para o que realmente importa e fortalecer o papel das pessoas dentro das empresas”.
O e-book completo do Censo do RH pode ser baixado em https://conteudo.walljobs.com.br/ebook-censo-do-rh-2025.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



