PCDT 2026: SUS amplia tratamento da sobrecarga de ferro

Ministério da Saúde autoriza uso ampliado de deferiprona e nova formulação facilita adesão

O Ministério da Saúde publicou em janeiro de 2026 a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Sobrecarga de Ferro, ampliando as opções de tratamento disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Feito com dados da assessoria de imprensa, o material destaca mudanças relevantes para pessoas com doença falciforme, talassemia e outras anemias raras.

A principal alteração é a ampliação da indicação da deferiprona, um quelante oral de ferro. Antes restrita à talassemia no PCDT de 2018, a deferiprona passa a poder ser prescrita para pacientes com doença falciforme quando houver contraindicação a outras terapias ou necessidade de redução mais rápida dos níveis de ferro. Estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivam com anemia falciforme no Brasil, cenário em que a sobrecarga de ferro por transfusões regulares representa risco para fígado, coração e rins.

A atualização também incorpora uma nova formulação de deferiprona em comprimidos de 1.000 mg, que permite administração a cada 12 horas. Segundo a assessoria, essa mudança pode melhorar a adesão ao tratamento: “Tomar remédio de oito em oito horas prejudicava muito a adesão, principalmente em jovens que precisavam levar a medicação para a escola ou para o trabalho. Com a nova formulação, a rotina de tratamento fica mais simples e isso melhora diretamente a qualidade de vida do paciente”, afirma a Dra. Ana Cristina Silva Pinto, da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto e professora da USP.

A inclusão da deferiprona amplia as alternativas terapêuticas para pacientes que enfrentam intolerância gastrointestinal ou problemas renais com outros quelantes. “O principal ponto dessa atualização é a inclusão da deferiprona para o tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme. Até então, muitos não conseguiam usar outros medicamentos disponíveis por intolerância gastrointestinal ou problemas renais. A deferiprona amplia as possibilidades de tratamento, além de ser segura e eficaz, inclusive para pacientes com nefropatia”, complementa a especialista.

Além de ampliar opções, o PCDT busca padronizar o acesso ao tratamento em todo o país. A diretiva corrige variações regionais: enquanto pacientes em alguns estados já recebiam a deferiprona, em outros o uso era restrito. “É uma situação injusta. Agora, o PCDT garante que o tratamento esteja disponível de forma equitativa em todo o Brasil”, observa Dra. Ana Cristina.

Persistem, no entanto, desafios de implementação. A disponibilidade de exames de monitoramento, como ressonância magnética para avaliar sobrecarga de ferro, varia entre estados. “O PCDT está completo e bem escrito, mas a grande questão é se todos os estados conseguirão colocá-lo em prática. Em São Paulo temos ressonância magnética para monitoramento da sobrecarga de ferro, mas em outras regiões isso não é realidade. O maior desafio do Brasil continua sendo a desigualdade no acesso ao cuidado”, conclui a médica.

A revisão do PCDT representa um avanço na oferta de terapias no SUS, com impacto direto na escolha de tratamentos e na rotina de pacientes que dependem de quelantes de ferro. Há disponibilidade de especialista para comentar impactos clínicos, desafios de acesso e relevância da atualização para pacientes e para o SUS.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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