O que o mercado vê além do diploma em 2026
Como hackathons, competições e desafios práticos estão antecipando exigências profissionais
Texto feito com dados da assessoria de imprensa.
A compreensão tradicional de que um bom desempenho acadêmico garante entrada no mercado de trabalho vem mudando. Segundo Virgilio Marques dos Santos, gestor de carreiras, PhD pela Unicamp e sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, “O diploma entrega a base conceitual. Mas é nesses ambientes que a pessoa descobre se consegue atuar no mundo real”. Experiências como hackathons, competições de negócios e desafios de inovação estão sendo vistas pelas empresas como indicadores de prontidão prática.
Esses ambientes agem como zonas intermediárias entre a universidade e o mercado. Como explica Santos, “A sala de aula é um ambiente controlado. Já os desafios práticos reproduzem o caos do trabalho: prazos apertados, recursos limitados, divergências de opinião e cobrança por resultado. É ali que o aprendizado acelera.” Para jovens profissionais, participar desses eventos significa enfrentar prazos, recursos escassos e a necessidade de transformar ideias em soluções viáveis — um exercício que raramente é oferecido nas rotinas acadêmicas.
Um choque recorrente é perceber a diferença entre ter uma boa ideia e entregar uma solução viável. “Muita gente acredita que, se a proposta for tecnicamente boa, o mercado automaticamente vai absorver. Na prática, não é assim”, observa o especialista. Projetos nascem muitas vezes como soluções técnicas sofisticadas sem problema real definido, ou como demandas que precisam de ajustes para serem viáveis economicamente e operacionalmente. Esse confronto com a realidade ajuda a calibrar propostas e priorizar o impacto real sobre a sofisticação técnica.
Além das habilidades técnicas, desafios práticos desenvolvem competências comportamentais essenciais: negociação, gestão de conflitos e tomada de decisão coletiva sob pressão. “Você aprende a lidar com pessoas difíceis, com divergências e com o tempo jogando contra. Isso se aproxima muito mais da dinâmica profissional do que exercícios simulados”, afirma Santos. O ambiente de competição também favorece um tipo específico de networking — relações forjadas sob estresse que revelam quem entrega resultados e quem desiste diante da dificuldade.
Santos alerta contra a espera por um momento ideal para participar: “A lógica do ‘só participar quando estiver pronto’ paralisa. Ninguém está pronto. Esses ambientes existem justamente para ensinar o que ainda falta.” Ele também destaca o valor do fracasso: perder um desafio ou ver um projeto falhar fornece feedback direto do mercado e acelera o amadurecimento profissional.
Para formação e contratação, a consequência é clara: currículos baseados apenas em notas e disciplinas perdem peso frente a histórico de construção, teste e aprendizado prático. Como resume o especialista, “O mercado quer saber o que a pessoa construiu, testou, tentou e aprendeu no processo.” A recomendação final é prática: sair de ambientes controlados e buscar vivências que simulam a realidade profissional, por serem “desconfortáveis, mas extremamente formativas”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



