Contato pele a pele: por que os primeiros minutos de vida importam em 2026

Entenda como a prática reduz complicações neonatais, estimula a amamentação e fortalece o vínculo desde o primeiro encontro

Feito com dados da assessoria de imprensa, este texto explica por que o contato pele a pele nos primeiros minutos de vida é determinante para a saúde do recém‑nascido e da pessoa que amamenta.

No Brasil, 62% dos bebês são colocados ao seio ainda na primeira hora de vida, segundo o Ministério da Saúde e a Fiocruz. Esse índice está associado à prática do contato pele a pele, reconhecida pelo SUS e incorporada a políticas públicas como a Rede Cegonha, por ajudar a reduzir complicações, estimular a amamentação e fortalecer o vínculo entre quem amamenta e o bebê.

O contato pele a pele ocorre quando o recém‑nascido é colocado diretamente sobre o peito ou abdômen de quem acabou de dar à luz, se ambos estiverem clinicamente estáveis. Além do posicionamento, a prática oferece estímulos sensoriais — calor, cheiro, toque, voz e batimentos cardíacos — que favorecem adaptação respiratória, circulatória e hormonal do recém‑nascido. Quando combinado ao corte de cordão no tempo adequado, contribui para maior estabilidade logo após o nascimento e para a proteção da pele e do sistema imunológico, pela exposição a bactérias da pessoa que amamenta.

A neonatologista Dra. Marisa Salgado, do Hospital Geral de Itapevi (HGI), destaca que “esse primeiro encontro envolve diferentes estímulos sensoriais e deve ser protegido pela equipe de saúde, sempre respeitando os desejos da família, além de aspectos culturais e religiosos”. Ela também ressalta o papel do corpo de quem amamenta no controle térmico: “O corpo de quem amamenta ajuda a manter o bebê aquecido naturalmente. Assim, ele gasta menos energia e fica mais estável”.

Em situações de emergência perinatal, as prioridades mudam. “Existe o chamado Minuto de Ouro, em que o recém‑nascido precisa começar a respirar e garantir oxigenação adequada ao cérebro. Nessas situações, o atendimento imediato é essencial”, afirma a neonatologista. Ou seja, manobras de reanimação não devem ser adiadas quando necessárias.

O contato pele a pele é possível em diferentes formas de parto — inclusive cesáreas — desde que a pessoa que deu à luz e o recém‑nascido estejam estáveis. Fora da sala de parto, a prática também pode ser incentivada durante a internação e em procedimentos potencialmente estressantes, como a coleta do teste do pezinho. O Método Canguru, aplicado em prematuros, exemplifica essa abordagem em contextos de maior complexidade.

No HGI, o contato pele a pele é prática institucional alinhada ao Manual da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Segundo Maria Arleide Ibiapino, supervisora de Enfermagem da unidade, “Estruturamos protocolos claros, respeitando as especificidades de cada setor e assegurando o cuidado ao binômio pessoa que deu à luz e bebê”. A implementação envolve capacitação das equipes, protocolos setoriais e monitoramento por indicadores assistenciais, sem exigir investimentos adicionais significativos.

O contato pele a pele, quando sistematizado, amplia a qualidade da assistência neonatal e reforça a inclusão da família desde os primeiros minutos de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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