Volta às aulas 2026: 12 sinais de que seu filho pode precisar de óculos
Pais e responsáveis devem observar comportamento e sintomas para identificar problemas visuais que afetam o aprendizado
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Com o retorno às aulas é comum que pais e responsáveis fiquem atentos ao rendimento escolar — e a visão pode ser um fator determinante. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% das crianças em idade escolar convivem com algum tipo de alteração visual. Feito com dados da assessoria de imprensa, este texto reúne sinais práticos para identificação de possíveis problemas de visão antes da consulta com o especialista.
A oftalmologista clínica e cirúrgica Drª Patrícia Kakizaki ressalta que o comportamento infantil é um indicador importante. “Como não existem parâmetros claros de normalidade visual para as crianças, muitas não conseguem verbalizar que enxergam mal. Em geral, elas acreditam que a forma como veem o mundo é a mesma para todos”, explica a médica. Professores e familiares devem observar rotineiramente para não confundir dificuldades visuais com desatenção ou falta de interesse.
Principais sinais de alerta
– Dificuldade para acompanhar a leitura, com troca, repetição ou “pulos” de palavras; confusão entre letras semelhantes.
– Desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura, desenho ou tarefas prolongadas.
– Queixas frequentes de dor de cabeça após atividades que exigem concentração visual.
– Piscar excessivo ou esfregar os olhos, indicando fadiga visual.
– Aproximação excessiva do rosto a livros, cadernos ou telas.
– Dificuldade para copiar conteúdos da lousa mesmo estando atento.
– Desempenho abaixo do esperado em esportes que exigem coordenação visual.
– Queda no rendimento escolar muitas vezes interpretada como desatenção.
– Posturas compensatórias: inclinar a cabeça, franzir a testa, apertar ou fechar um dos olhos.
– Esbarrar em móveis ou tropeçar com frequência, sinal de percepção espacial reduzida.
– Dificuldade para reconhecer pessoas ou objetos à distância.
– Insegurança em explorar novos ambientes e tendência ao isolamento social por não acompanhar os demais.
Cuidados e prevenção
A primeira consulta oftalmológica completa deve ocorrer entre seis meses e um ano de idade. “Mesmo na ausência de sinais aparentes, o acompanhamento regular é indispensável para garantir o desenvolvimento visual adequado da criança e evitar impactos futuros no aprendizado e na qualidade de vida”, orienta Patrícia. A partir daí, recomenda-se avaliações periódicas, preferencialmente uma vez ao ano para crianças e adolescentes.
As proporções epidêmicas da miopia preocupam: a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que, até 2050, a miopia atingirá metade da população mundial, e a alta miopia afetará 10% das pessoas. Um estudo do British Journal of Ophthalmology indica que uma em cada três crianças tem miopia ou dificuldade para ver de longe.
A campanha “Abra os Olhos para a Miopia Infantil”, da ZEISS Vision, busca conscientizar famílias e educadores. Paula Queiroz, Diretora de Marketing e Produtos da ZEISS Vision Brasil, afirma: “Trata-se de um tema relativamente recente, que ganhou ainda mais evidência após a pandemia, mas a discussão sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da miopia infantil ainda é bastante embrionária”. “Médicos relatam, com frequência, casos de crianças que perdem o interesse pelos estudos e pela vida social simplesmente por não terem sido corretamente diagnosticadas”, completa. A empresa também desenvolve lentes ZEISS MyoCare com tecnologia C.A.R.E. para desacelerar a progressão da miopia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



