Vírus Nipah em 2026: o que autoridades e especialistas alertam
Infectologista do Sírio-Libanês explica sintomas, prevenção e risco no Brasil
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Casos recentes do vírus Nipah registrados em janeiro de 2026 na região da Bengala Ocidental, na Índia, levaram autoridades de saúde a reforçar o monitoramento internacional devido ao histórico de alta letalidade associado ao agente. Identificado pela primeira vez em 1999, o Nipah é uma zoonose cuja transmissão primária está associada a morcegos frugívoros e, em alguns contextos, a porcos. Em surtos anteriores, a letalidade chegou a cerca de 70%, motivo pelo qual a vigilância permanece ativa.
A infectologista do Hospital Sírio-Libanês, Jessica Ramos, detalha a evolução clínica da infecção: “Após um período de incubação que varia de 4 a 14 dias, os sintomas iniciais, como febre alta, dor de cabeça e mal-estar, podem evoluir para quadros graves de pneumonia e encefalite”. A evolução pode ser rápida e agressiva, exigindo atenção clínica imediata em casos suspeitos.
O vírus provoca inflamação dos vasos sanguíneos, com comprometimento severo de pulmões e cérebro, o que pode levar a crises convulsivas, confusão mental e coma. “Além da alta mortalidade, muitos sobreviventes carregam sequelas neurológicas prolongadas, tornando a vigilância diagnóstica fundamental”, complementa a especialista. Esse quadro reforça a necessidade de detecção precoce e acompanhamento neurológico de pacientes recuperados.
A transmissão entre humanos é possível, sobretudo em contatos próximos e em ambientes hospitalares, mas, segundo a infectologista, o Nipah “não apresenta, até o momento, transmissão sustentada na comunidade nem disseminação aérea eficiente a longas distâncias”. Nesse contexto, o risco de disseminação ampla é considerado reduzido. “No Brasil e nas Américas, não há registros de transmissão ativa, e o risco de importação direta é considerado baixo pelas autoridades de saúde, desde que o vírus permaneça restrito a contatos próximos”, afirma Jessica.
Não existem vacinas nem tratamentos antivirais específicos aprovados para Nipah atualmente, o que torna fundamentais as medidas de prevenção baseadas em integração entre saúde humana, animal e ambiental. “O controle deve focar na redução do contato com animais em reservatórios e na higiene rigorosa de alimentos que possam estar contaminados por secreções de morcegos”, alerta a especialista. Medidas práticas incluem evitar consumo de frutas ou produtos possivelmente contaminados por morcegos, e aplicação de protocolos de proteção em serviços de saúde diante de casos suspeitos.
O Hospital Sírio-Libanês é mencionado na assessoria como instituição que contribui com assistência médica, formação e pesquisa. A entidade, de caráter filantrópico, completou 100 anos em 2021, é reconhecida pela Joint Commission International desde 2007 e atua com programas de educação e saúde populacional, com unidades em São Paulo e Brasília.
Post produzido com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



