Vinho em alta em 2026: a bebida que promete virar o hype do verão

Consumo cresce, wine bars incentivam experimentação e vinho conquista espaços informais

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O vinho vem deixando de ser associado apenas ao inverno e a ocasiões formais. Segundo dados da assessoria de imprensa, o consumo no Brasil entre 2022 e 2023 aumentou 11,6%, na contramão da queda global apontada pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Esse movimento reflete transformações no paladar e no comportamento do público.

“Essa mudança cultural reflete um amadurecimento do mercado e, principalmente, uma nova forma do consumidor se relacionar com a bebida. Se antes o vinho era ‘complicado’, hoje ele busca a simplicidade do cotidiano”, explica Bernardo Baggio, sócio e fundador do Vino!, a maior rede de bares de vinho do Brasil. A rede percebe que a ideia de que vinho não combina com calor está mudando: buscas por opções aumentam quando os termômetros sobem e o consumo de brancos, espumantes, rosés e tintos leves chega a triplicar nas unidades durante o verão.

O Vino! relata que o volume total de vendas no período de verão tem apresentado uma alta de 15% ao ano nos últimos três anos. Para a rede, essa versatilidade é a chave para quebrar a sazonalidade e inserir o vinho nas rotinas de lazer. “Buscamos mostrar ao público que o vinho é perfeito para todo tipo de ocasião e clima, e essa versatilidade tem sido a chave para quebrar a barreira da sazonalidade”, afirma Baggio.

Modelo de wine bar facilita experimentar sem compromisso
Um dos entraves tradicionais foi o preço e a obrigação de comprar uma garrafa inteira sem conhecer o rótulo. O modelo de wine bar, com serviço em taça, reduz essa barreira. “Ao permitirmos no Vino! que o cliente prove diversos rótulos pagando apenas o proporcional, a rede busca democratizar o acesso. Essa facilidade de testar é o que permite ao consumidor descobrir, por exemplo, um tinto leve que harmoniza com um prato da preferência, sem o receio de investir em algo que não lhe agrade”, explica o sócio.

Outra mudança estrutural é a incorporação do vinho a momentos mais informais, como o happy hour. “A tendência agora é o consumo acompanhado de petiscos, tábuas de frios e porções para compartilhar. É a transposição da ‘cultura do boteco’ para o universo do vinho. Em vez de uma etiqueta rígida, o que se vê são pessoas buscando descontração, momento no qual a bebida é o fator comum”, comenta Baggio.

Desafios e perspectiva
Apesar do avanço, o setor enfrenta o desafio de tornar o vinho tão presente quanto a cerveja nas saídas de lazer. Para o Grupo Vino!, a solução passa por preços justos e experiências reais de consumo que substituam a percepção de inacessibilidade. “Nossa missão hoje é consolidar o vinho não como um evento especial, mas como a escolha natural para bons momentos, boa música e conversas despretensiosas. O Brasil, ao que tudo indica, finalmente descobriu que o melhor vinho é aquele que se bebe com prazer, independentemente da temperatura lá fora”, conclui Baggio.

O Grupo Vino! inaugurou sua primeira loja em 2015, expandiu a partir de 2019 e hoje conta com mais de 61 unidades no país, segundo a assessoria.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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