Cuidados paliativos e cannabis em 2026: autonomia e alívio dos sintomas

Como terapias complementares com CBD e THC ajudam pacientes oncológicos a viver com mais controle e dignidade

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No Dia Mundial de Combate ao Câncer (4/2), discutir qualidade de vida passa a ser tão relevante quanto tratar a doença. Conteúdo baseado em dados da assessoria de imprensa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os casos novos de câncer subam de cerca de 20 milhões em 2022 para 35,3 milhões em 2050, um aumento superior a 77% em menos de três décadas. Diante desse cenário de crescimento, a atenção aos cuidados paliativos se mostra essencial para controlar sintomas, respeitar escolhas e preservar a dignidade dos pacientes.

Quando o foco passa a ser viver melhor, a lógica do cuidado muda: não se trata de renunciar ao tratamento, mas de priorizar conforto, autonomia e suporte integral. No Brasil, entretanto, essa abordagem ainda está pouco estruturada. Dados de 2022, a partir de pesquisa feita em 2021 e publicada pelo The Journal of Pain and Symptom Management, colocam o país na 79ª posição em um ranking que avalia a qualidade da morte e a oferta de serviços de cuidados paliativos, indicando falhas de acesso e desigualdades regionais.

A trajetória de Petra Jacobino, 39 anos e moradora de Caraguatatuba, ilustra como intervenções complementares podem alterar o curso do dia a dia de quem vive com câncer. Diagnosticada com câncer de mama avançado em 2022 e em cuidados paliativos desde a confirmação de metástase em 2024, Petra convive com dor persistente, neuropatia, queda da imunidade e ansiedade — sintomas que interferem na rotina, no sono, no apetite e nas relações sociais.

Desde o diagnóstico, a cannabis medicinal faz parte do seu cuidado como terapia complementar. O uso de óleos à base de CBD e THC tem contribuído “para o alívio da dor, a redução das náuseas, a melhora do apetite e o controle da ansiedade”, segundo relatos presentes no material da assessoria. Petra descreve o efeito prático na rotina: “Como o efeito do medicamento à base de cannabis que uso é rápido, eu consigo tomar e já me sentir mais disposta para fazer as atividades do dia, sinto mais ânimo e, principalmente, o controle da ansiedade”.

Especialistas em medicina canábica também avaliam o papel desses tratamentos no contexto paliativo. “A cannabis medicinal tem sido utilizada como estratégia complementar no tratamento paliativo, especialmente no manejo da dor, da ansiedade, das náuseas e de outros efeitos colaterais. O objetivo não é apagar emoções, mas permitir que o paciente tenha mais conforto, clareza e autonomia para viver esse processo”, afirma a médica Mariana Maciel, citada na assessoria.

Cuidar da qualidade de vida inclui suporte ao sono, à saúde mental, ao apetite e à manutenção de vínculos e projetos. Em pacientes oncológicos, intervenções que reduzam dores e efeitos colaterais podem transformar a experiência do tratamento, tornando-o mais funcional e dignificante. Para além das medicações, a estruturação dos serviços de cuidados paliativos no país permanece como desafio para ampliar esse tipo de suporte.

Dois dias após o Dia Mundial de Combate ao Câncer, em 6 de fevereiro, Petra completa 40 anos — uma data que, segundo o material recebido, simboliza a prioridade de viver bem apesar do diagnóstico.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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