Começou o ano conhecendo alguém? Cuidados antes de assumir cedo demais
O médium e especialista Henri Fesa explica por que acelerar vínculos no início do ano pode gerar frustrações e orienta práticas para decisões mais conscientes.
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O início do ano costuma trazer uma sensação coletiva de recomeço. Metas, promessas pessoais e o desejo de viver algo novo fazem com que muitas pessoas se abram emocionalmente com mais facilidade, inclusive para novos relacionamentos. Não é raro que, logo nos primeiros meses do ano, alguém conheça uma pessoa especial e já sinta vontade de assumir algo sério. Mas será que esse impulso é sempre saudável? Qual o momento ideal?
O começo do ano, de acordo com o médium especialista em relacionamentos Henri Fesa, pode gerar uma falsa sensação de urgência emocional. “Existe uma expectativa inconsciente de que tudo precisa dar certo agora, como se o relacionamento fosse parte de um checklist do ano novo. Isso faz com que muitas pessoas pulem etapas importantes do vínculo”, explica.
Assumir cedo demais pode esconder riscos emocionais. Quando o envolvimento acontece de forma acelerada, o casal ainda não teve tempo suficiente para lidar com frustrações, diferenças de valores, limites pessoais e até conflitos cotidianos. “No início, tudo é novidade. A tendência é mostrar apenas o melhor lado e ignorar sinais que merecem atenção”, pontua Henri.
Outro ponto de alerta é confundir intensidade com profundidade. Conversas longas, muita troca emocional e planos rápidos não significam, necessariamente, que existe maturidade relacional. “Conexão emocional não se constrói apenas com frequência de contato, mas com constância, coerência e atitudes ao longo do tempo”, reforça o especialista.
Henri também destaca a importância do autoconhecimento nesse momento. Antes de assumir um compromisso, é essencial compreender se o desejo de se relacionar vem de um lugar de escolha ou de carência. “Quando a pessoa entra em um relacionamento para preencher vazios emocionais ou para não começar o ano sozinha, a tendência é criar dependência afetiva”, alerta.
Por fim, o especialista orienta que não existe um tempo ‘certo’ universal para assumir um relacionamento, mas sim o tempo emocional de cada vínculo. “Ir com calma não significa desinteresse, mas respeito pela construção da relação. Relacionamentos saudáveis não precisam de pressa, precisam de consciência”, conclui Henri Fesa.
Por Henri Fesa
Médium; especialista em relacionamentos; mais de 30 anos de experiência; atua na Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa, auxiliando pessoas com problemas espirituais principalmente no campo amoroso.
Artigo de opinião



