Volta às aulas 2026: atenção à saúde mental de crianças e adolescentes
Mudanças de humor e resistência podem indicar sofrimento; acolhimento e diálogo são fundamentais
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Feito com dados da assessoria de imprensa.
Com a proximidade do retorno às aulas nas próximas semanas, é importante observar o estado emocional de crianças e adolescentes. A transição do período de férias para a rotina escolar pode trazer ansiedade, insegurança e, em alguns casos, sofrimento emocional — especialmente entre estudantes que viveram dificuldades no ano anterior. A psicóloga Aline Peres de Carvalho aponta comportamentos que merecem atenção dos pais e responsáveis.
“É comum observar resistência à volta às aulas, desinteresse em reencontrar os amigos, pedidos para faltar nos primeiros dias e mudanças de humor mais intensas conforme o início do período letivo se aproxima”, explica Aline. Esses sinais não devem ser descartados como birra; são oportunidades para escuta e acolhimento familiar.
Acolhimento e escuta ativa são estratégias essenciais. “A principal recomendação é acolher as queixas, sem julgamentos ou críticas. O adulto precisa ouvir com interesse genuíno, fazendo perguntas para compreender os medos, os receios e os desejos da criança ou do adolescente”, orienta a psicóloga. O tom da conversa deve favorecer reflexão e compreensão, evitando cobranças que ampliem o desconforto.
Perguntas abertas ajudam a criança a nomear sentimentos e identificar gatilhos. “O ideal é perguntar o porquê desses medos, o que está causando o desconforto, o que mudou e se existe algo que poderia ajudá-lo nesse momento. Isso fortalece o vínculo e mostra que ele não está sozinho”, afirma Aline. Resgatar lembranças positivas também pode reduzir a ansiedade: “Os pais podem perguntar se ele tem lembranças boas da escola, dos amigos, de situações positivas do ano anterior, e se acredita que isso pode se repetir. Esse exercício ajuda a diminuir a ansiedade e ampliar o olhar para possibilidades de ganho”.
Além do diálogo em casa, a família pode buscar soluções práticas respeitando os limites emocionais do jovem. “É importante perguntar se há algo que o pai ou a mãe possam fazer: acompanhar até a escola, conversar com o professor, com a coordenação ou até buscar um espaço onde ele possa falar livremente sobre esse desconforto”, sugere a especialista. Pequenas ações de apoio podem facilitar a adaptação.
Quando os sinais persistem, é necessário buscar atendimento profissional. “Quando esses sinais continuam, a orientação de um psicólogo é essencial. O profissional pode ajudar a criança ou o adolescente e também fazer a mediação com a escola, facilitando a comunicação com professores e coordenação”, destaca Aline. A detecção precoce reduz riscos de agravamento: “Quanto antes esse sofrimento for identificado e cuidado, menores são os riscos de agravamento. A volta às aulas precisa ser um processo de adaptação, não de imposição”.
Aline Peres de Carvalho é psicóloga formada pela PUC-PR, com 29 anos de atuação clínica e especializações em transtornos do humor, terapia cognitivo-comportamental, terapia dialética comportamental, orientação familiar, neurociência e psicologia sistêmica. Suas orientações reforçam a importância do cuidado conjunto entre família, escola e profissionais de saúde mental.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



