Respiração como ferramenta estratégica na tomada de decisão corporativa

Regulação do sistema nervoso passa a integrar práticas de líderes que atuam em ambientes de alta pressão

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Debate sobre desempenho executivo passa a incorporar a regulação do sistema nervoso como fator estratégico em ambientes de alta pressão

Pesquisas em neurociência e psicologia do comportamento vêm apontando que estados prolongados de estresse comprometem funções cognitivas essenciais à liderança, como atenção, memória de trabalho e avaliação de risco. Evidências acumuladas em estudos acadêmicos indicam que, sob ativação fisiológica constante, o cérebro tende a operar em modo reativo, reduzindo a clareza necessária para decisões complexas.

Claudia Faria, professora de yoga e criadora do método Yoga Adventure, avalia que esse movimento expõe limites dos modelos tradicionais de preparo executivo. “Decidir sob pressão exige um corpo regulado, não apenas preparo técnico. Quando o sistema nervoso permanece em estado de alerta, a mente perde precisão e passa a responder no automático”, afirma.

O tema ganha relevância em um contexto de sobrecarga cognitiva, aceleração dos ciclos de decisão e aumento dos quadros de estresse crônico no ambiente corporativo. Relatórios de entidades internacionais de saúde e gestão indicam que líderes submetidos a altos níveis de pressão apresentam maior propensão a erros de julgamento e desgaste emocional, o que tem levado empresas a buscar abordagens preventivas.

Nesse cenário, a respiração passa a ser tratada como ferramenta de regulação fisiológica, e não apenas como prática de relaxamento. Para a especialista, o diferencial está em compreender a respiração como um meio de acesso direto ao sistema nervoso. “A respiração cria espaço entre estímulo e resposta. Quando o corpo está regulado, o líder consegue sustentar escolhas mais conscientes, mesmo em situações críticas”, diz.

A abordagem tem sido incorporada principalmente por profissionais que atuam em ambientes de alto risco e responsabilidade, como mercado financeiro, gestão de crises e liderança de grandes equipes.

No caso do Yoga Adventure, a metodologia integra respiração, movimento consciente e constância, validados em contextos reais de pressão, fora de ambientes controlados. “Não é uma proposta abstrata. São práticas testadas em situações em que errar tem custo alto, o que exige presença e clareza”, afirma.

O avanço dessa discussão acompanha uma mudança mais ampla na forma como empresas encaram saúde mental e desempenho. Consultorias globais de gestão vêm destacando que estratégias de bem-estar ligadas à regulação emocional contribuem para decisões mais consistentes e relações de trabalho mais sustentáveis.

Para Claudia, o reposicionamento do tema indica uma transformação no conceito de liderança. “Hoje, falar de tomada de decisão é falar de corpo e mente sob pressão. Sem regulação fisiológica, não existe performance sustentável”, conclui.

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Por Claudia Faria

professora de yoga; palestrante; criadora do método Yoga Adventure; mais de 20 anos de atuação com foco em respiração, regulação emocional e corpo sob pressão; formada em Medicina Veterinária

Artigo de opinião

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