Por que idosos sentem menos sede em 2026 e como evitar desidratação
Entenda as causas da menor sensação de sede após os 60 anos e práticas simples para manter a hidratação
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Feito com dados da assessoria de imprensa.
A partir dos 60 anos, muitas pessoas percebem que sentem menos sede, mas a necessidade de líquidos do organismo permanece. A diminuição natural do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede faz com que a vontade de beber água fique menos evidente, mesmo com a mesma demanda fisiológica. Esse é um fator que aumenta o risco de desidratação na terceira idade.
“Com o avançar da idade, o corpo da pessoa idosa sofre alterações que aumentam o risco de desidratação, como a própria redução da sensação de sede e algumas doenças crônicas. Manter uma boa hidratação é essencial para prevenir complicações como infecções, problemas renais, confusão mental, entre outras”, explica Ryuichi Ferreira Osiro, da equipe de nutricionistas da Terça da Serra, rede de residenciais seniores referência no Brasil, com mais de 160 unidades no país.
Como as equipes de cuidado podem agir
Na Terça da Serra, que atende mais de duas mil pessoas idosas, a hidratação é monitorada por uma equipe multidisciplinar que aplica estratégias práticas para aumentar a ingestão de líquidos. “Utilizamos diferentes estratégias para incentivar a ingestão de líquidos, como oferecer água, natural e/ou saborizada, sucos naturais e chás ao longo do dia. A equipe possui horários pré estabelecidos para essa oferta, lembrando que, como o idoso não sente sede, em muitos casos a água precisa ser entregue ao idoso, entendendo qual a melhor forma de estimulá-lo a tomar”, explica Viviani Gomes, gerontóloga da Terça da Serra.
Uma técnica citada pela equipe para preservar a autonomia da pessoa idosa é a abordagem verbal que transforma a oferta em escolha: “está aqui a água que você me pediu”. Segundo a gerontóloga, essa prática evita que o idoso se sinta invadido e favorece a adesão. “A hidratação é um cuidado simples, mas que faz toda a diferença na qualidade de vida das pessoas idosas”, completa Viviani.
Benefícios e recomendações práticas
Manter ingestão regular de líquidos ajuda a prevenir constipação, infecções urinárias, alterações cognitivas e problemas renais. Para a prisão de ventre, “a recomendação do Ministério da Saúde é a presença de alimentos com fibras nas refeições”, mas esses só são plenamente eficazes quando a ingestão de água é adequada, pois a fibra precisa de líquidos para facilitar o trânsito intestinal.
Entre especialistas há consenso de que o consumo mínimo recomendado para pessoas idosas é de 1,5 litro de água por dia. Medidas simples para facilitar esse objetivo incluem oferecer líquidos em horários fixos, variar entre água, chás e sucos naturais, entregar a bebida quando necessário e adaptar a oferta ao gosto e à rotina de cada pessoa. Em ambientes residenciais, lembretes discretos, como oferecer água sempre que alguém passar pela cozinha, podem aumentar o consumo sem constrangimento.
Contexto institucional
A Terça da Serra iniciou suas operações em 2014 e expandiu-se com foco em cuidado humanizado, estruturas adaptadas e equipes qualificadas. Além dos residenciais, a rede desenvolveu um ecossistema de longevidade que inclui hospital de transição e centro de convivência para idosos independentes, ampliando opções de cuidado e bem-estar para a população idosa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



