“Pocas pra Entender”: documentário da quebrada em destaque no Mix Brasil 33
O filme da 609 Filmes acompanha Irmãs de Pau e outros nomes periféricos, reforçando o Cinema de Quebrada
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O documentário “Pocas pra Entender”, produzido pela 609 Filmes, ganhou destaque na 33ª edição do Festival Mix Brasil ao acompanhar o corre artístico das Irmãs de Pau e de outros nomes da cena periférica paulistana. A obra registra trajetórias que enfrentam desafios estruturais do mercado cultural e o apagamento histórico de corpos dissidentes e LGBTQIAP+, transformando vivências da quebrada em potência criativa e identidade política.
Segundo a assessoria de imprensa, o filme une território, dissidência e processo coletivo de criação, propondo um olhar voltado ao que vem sendo chamado de Cinema de Quebrada. A obra foi concebida por Stheffany Fernanda, Pedro Miosso e William Gomes, cineastas com trajetória em festivais nacionais e internacionais, e resultou também na formação da 609 Filmes como produtora.
“Pocas pra Entender” é fruto das histórias que vivemos e dos espaços que ocupamos. Nosso cinema nasce da quebrada e dialoga com o mundo, sem abrir mão do cuidado, da escuta e da potência coletiva”, afirma Stheffany Fernanda.
A 609 Filmes nasceu como resposta à ausência de espaços estruturados para produtoras que atuam fora do eixo tradicional do audiovisual. No set, a produtora adotou um método de trabalho que transforma a ausência em aprendizado e troca, construindo filmagens como espaços coletivos. Esse modelo de produção é destacado como parte do impacto do documentário, que traz em cena não apenas artistas já reconhecidos localmente, mas também processos criativos compartilhados.
Impulsionada pelo destaque no Festival Mix Brasil, a produtora iniciou um novo ciclo institucional. Em dezembro, a 609 Filmes realizou um evento exclusivo que reuniu convidados para apresentar seu reposicionamento e anunciar o próximo projeto autoral, o curta “Águas de Cabocla”, dirigido por Stheffany Fernanda. O projeto retoma a pesquisa de Stheffany sobre ancestralidade e espiritualidade; formada em Cinema e Audiovisual pela UNILA, em Foz do Iguaçu, ela propõe filmar em diálogo direto com artistas e moradores da região da tríplice fronteira.
“Águas de Cabocla” foi descrito pela assessoria como um curta que mergulha em espiritualidade ancestral, oralidade e memória, reafirmando o compromisso da produtora com processos éticos e presença no território. A 609 Filmes segue com novos projetos em desenvolvimento e parcerias em andamento, consolidando sua atuação no audiovisual brasileiro a partir de narrativas periféricas.
Reportagem produzida com dados da assessoria de imprensa. Para imagens e informações institucionais, a apresentação completa da 609 Filmes foi disponibilizada pela assessoria.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



