Hanseníase em 2026: mais de 22 mil casos e tratamento gratuito pelo SUS

Janeiro Roxo lembra sinais iniciais, diagnóstico precoce e combate ao estigma para evitar sequelas

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O Brasil registrou mais de 22 mil novos casos de hanseníase em 2023, segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Ministério da Saúde. Durante o Janeiro Roxo, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do início imediato do tratamento para evitar incapacidades físicas, reduzir o estigma e interromper a cadeia de transmissão. Feito com dados da assessoria de imprensa.

A hanseníase é causada por uma bactéria que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Os sinais iniciais mais comuns são manchas na pele que não doem e não coçam, com perda de sensibilidade ao calor, frio ou toque. Também podem aparecer formigamentos e dormências em mãos e pés. “Muita gente ignora esses sinais por não sentir dor, mas justamente essa ausência de sensibilidade é um dos alertas mais importantes”, alerta a Dra. Luciana Mazzutti, dermatologista do AME Carapicuíba e gerenciada pelo CEJAM.

A transmissão ocorre por vias respiratórias em contatos próximos e prolongados com pessoas que têm a doença e não estão em tratamento. Não há risco de contágio por abraços, toques breves ou compartilhamento de objetos, o que reforça a necessidade de combater mitos que fortalecem o isolamento social dos pacientes.

O diagnóstico precoce é determinante para reduzir o risco de lesões neurológicas e complicações permanentes. “A hanseníase tem tratamento gratuito e eficaz pelo SUS, mas o maior desafio ainda é fazer com que as pessoas procurem ajuda nos primeiros sinais”, afirma a médica. O tratamento é feito com medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde e, na maioria dos casos, dura de seis meses a um ano. Esse acompanhamento assegura maior chance de recuperação completa e interrompe rapidamente a transmissão.

Além do aspecto clínico, o impacto social da hanseníase é relevante. O estigma histórico ainda afasta pacientes dos serviços de saúde, prejudicando a detecção e o tratamento. “Hoje sabemos que o tratamento interrompe rapidamente a transmissão e que não há motivo para exclusão social. Informação é uma das principais ferramentas de enfrentamento”, destaca a especialista. Campanhas informativas e ações comunitárias são essenciais para desmistificar a doença.

A estratégia de controle inclui busca ativa e avaliação de contatos familiares quando um caso é identificado, para detectar infecções em estágio inicial. “Quando um caso é identificado, orientamos a avaliação das pessoas que convivem com aquele paciente, justamente para detectar possíveis infecções em estágio inicial”, explica a Dra. Luciana.

O CEJAM — Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” — atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços de saúde em diversos municípios do estado de São Paulo e reforça ações de promoção, prevenção e assistência. A instituição recebeu, em 2025, a certificação Great Place to Work e segue promovendo campanhas como o Janeiro Roxo para estimular a busca por diagnóstico e tratamento. Qualquer pessoa que observe manchas com alteração de sensibilidade deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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