Em 2026, crianças levam segurança digital para a rotina das famílias
Livros infantis e projetos educativos incentivam diálogo entre gerações sobre senhas e golpes online
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Projetos voltados à infância estão transformando segurança digital em assunto cotidiano dentro das casas. Feito com dados da assessoria de imprensa, este texto mostra como iniciativas como O Cibernauta têm incentivado pais, filhos e cuidadores a conversarem sobre práticas básicas de proteção online.
A pauta ganha relevância diante de números recentes: quase um quarto dos brasileiros com mais de 16 anos relatou ter sido vítima de golpe digital nos últimos 12 meses, segundo levantamento citado pela assessoria, e fraudes no sistema financeiro somaram R$ 10,1 bilhões em perdas em 2024, conforme dados mencionados pela Febraban. Em 2025, a NordPass também indicou a permanência de senhas previsíveis no país, evidenciando que o básico ainda é o elo mais frágil.
O projeto O Cibernauta, idealizado por Daniel Meirelles e Eduardo Argollo, tem foco em crianças de 6 a 10 anos. O livro O Cibernauta e a Super Senha Secreta adota linguagem lúdica e situações do cotidiano digital para tornar as conversas sobre segurança mais acessíveis. Segundo Meirelles, “O Cibernauta nasceu da necessidade de ensinar nossas crianças e também os adultos a navegarem com segurança. Hoje tudo passa pelo digital: finanças, estudos, lazer”. Para Argollo, “Queremos que as famílias aprendam juntas, de forma leve, sobre como se proteger. A ideia é transformar o aprendizado técnico em algo acessível”. Ele também afirma que “Os pais acabam aprendendo junto” ao descrever o objetivo de provocar conversas entre gerações.
Na prática, o material funciona como um roteiro para discutir temas como o uso seguro de senhas, a atenção a mensagens suspeitas e a regra de procurar um adulto diante de situações estranhas. A escolha do tema “senhas” no primeiro volume mira uma contradição comum: adultos cobram cautela das crianças, mas mantêm hábitos frágeis, como repetir combinações em diferentes serviços ou usar palavras óbvias.
O impacto na rotina familiar aparece em pequenas mudanças: senhas passam a ser discutidas, mensagens duvidosas deixam de ser ignoradas e o uso do celular vira tema de conversa à mesa ou antes de dormir. Ao transformar conceitos técnicos em histórias e exemplos do cotidiano, o conteúdo infantil deixa de ser apenas educativo para as crianças e se converte em ferramenta de alfabetização digital para toda a família.
Os idealizadores do projeto trazem experiência para a proposta: Daniel Meirelles tem mais de 20 anos em Segurança da Informação e especializações em transformação digital pelo MIT e em Cybersecurity pela ISC2; Eduardo Argollo é economista com mestrado em Administração e mais de 17 anos em grandes organizações. Projetos como O Cibernauta buscam, assim, reduzir a distância entre quem nasceu conectado e quem aprendeu o digital na vida adulta, promovendo diálogo contínuo e prevenção contra fraudes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



