2026: Vape e saúde bucal — 5 danos que dentistas alertam

Especialistas explicam como o cigarro eletrônico pode afetar dentes, gengivas e cicatrização

O:
Feito com dados da assessoria de imprensa, este texto reúne as principais observações de cirurgiões-dentistas sobre os efeitos do cigarro eletrônico na saúde bucal. Embora seja frequentemente apresentado como alternativa ao tabaco tradicional, o vape libera aerossóis que entram em contato direto com dentes, gengivas e mucosa oral, contendo nicotina e outras substâncias químicas que alteram o equilíbrio natural da boca.

1. Boca seca e perda da proteção natural
Um dos efeitos mais comuns relatados é a diminuição da produção salivar. A xerostomia compromete a principal defesa da boca contra bactérias e ácidos. “A saliva tem um papel essencial na proteção dos dentes e da gengiva. Quando o paciente usa vape com frequência, é comum observarmos boca seca, o que abre espaço para inflamações e outros problemas bucais”, afirma Gustavo Delmondes, cirurgião-dentista.

2. Aumento do risco de cáries
Com menos saliva e um ambiente bucal desequilibrado, bactérias cariogênicas encontram condições favoráveis para proliferar. Mesmo pessoas que mantêm boa higienização podem desenvolver lesões cariosas mais rapidamente. “Muitos usuários de vape se surpreendem ao descobrir cáries recorrentes. Existe a falsa sensação de segurança por não haver fumaça, mas o impacto químico continua existindo”, relata Cristiane Delmondes, cirurgiã-dentista.

3. Inflamação gengival e doença periodontal
O contato contínuo com substâncias do vapor também está associado à inflamação das gengivas, que pode evoluir para doença periodontal sem dor inicial perceptível. Sinais como sangramento, sensibilidade e retração gengival merecem atenção profissional. “O problema é que, muitas vezes, o paciente não sente dor no início. Quando percebe, a inflamação já está instalada e pode comprometer o suporte dos dentes”, destaca Gustavo Delmondes.

4. Lesões na mucosa oral
Irritações, feridas persistentes e sensação de ardência na mucosa são relatadas em consultório como reações a agentes químicos presentes nos e‑líquidos. Mudanças na coloração ou lesões que não cicatrizam exigem avaliação clínica imediata. “Feridas que não cicatrizam ou mudanças na coloração da mucosa nunca devem ser ignoradas. A boca é extremamente sensível e reage rapidamente a agentes químicos”, alerta Cristiane Delmondes.

5. Dificuldade de cicatrização após procedimentos
Usuários de vape submetidos a extrações, cirurgias gengivais ou implantes podem apresentar cicatrização mais lenta e maior risco de complicações, impactando o sucesso dos tratamentos odontológicos. “Na odontologia, a cicatrização adequada é fundamental para o sucesso de qualquer tratamento. O uso de vape pode interferir diretamente nesse processo e comprometer os resultados”, conclui Gustavo Delmondes.

O quadro descrito pelos especialistas indica que a percepção de menor risco associada ao cigarro eletrônico não elimina efeitos locais significativos na boca. Usuárias e usuários devem informar seu dentista sobre o uso de vape e monitorar sinais como boca seca, dor, sangramento gengival e lesões persistentes. A detecção precoce em consultas regulares é o caminho para evitar evolução silenciosa de problemas bucais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 54 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar