2026: Pós-férias e Carnaval — fadiga emocional e abuso de álcool

Como reconhecer sinais de esgotamento emocional e reduzir riscos à saúde mental durante a folia

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Post feito com dados da assessoria de imprensa.

O retorno às atividades após o período de férias pode trazer mais do que cansaço físico: muitas pessoas apresentam fadiga emocional pós-férias, com irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de esgotamento e queda de motivação. Segundo a psiquiatra Bianca Bolonhezi, esses sintomas tendem a se intensificar em contextos de grande estímulo social, como o Carnaval.

“A transição entre momentos de descanso e exigência intensa de produtividade pode gerar sobrecarga emocional. O cérebro precisa de tempo para se reorganizar, e quando isso não acontece, o corpo e a mente passam a sinalizar”, explica a médica. Entre as queixas mais frequentes estão alterações no sono, aumento da ansiedade e sensação de vazio após fases de euforia.

O Carnaval, por sua característica de festas continuadas, expõe a pessoa a excesso de compromissos, privação de sono e, em muitos casos, consumo abusivo de álcool. Dados do Ministério da Saúde, por meio do sistema Vigitel, apontam que 20,8% dos adultos brasileiros relataram consumo abusivo de álcool em 2023. Esse padrão de uso é um fator de risco evidente para a saúde mental, sobretudo quando combinado com exaustão emocional.

“O álcool pode provocar uma falsa sensação de relaxamento, mas, do ponto de vista psiquiátrico, ele interfere diretamente nos neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio do humor”, alerta Bianca Bolonhezi. Após o efeito inicial, é comum observar piora da ansiedade, oscilações emocionais, irritabilidade e aumento da impulsividade. Em pessoas com transtornos mentais preexistentes, esses impactos tendem a ser mais intensos.

A dificuldade em estabelecer limites é outro aspecto que merece atenção durante a folia. A pressão social para “aproveitar ao máximo” pode levar à ultrapassagem dos sinais do próprio corpo. “Respeitar o cansaço, intercalar momentos de descanso, dormir adequadamente e saber dizer não também fazem parte do cuidado com a saúde mental”, reforça a psiquiatra.

Medidas práticas antes, durante e após o Carnaval podem reduzir o impacto emocional: manter uma rotina mínima de sono, garantir hidratação adequada, optar por alimentação equilibrada e adotar consumo consciente de álcool. Reconhecer quando o estado emocional exige atenção é fundamental. “Sentir-se emocionalmente esgotado após fases intensas não é fraqueza. É um sinal legítimo de que a mente precisa de atenção, escuta e, em alguns casos, acompanhamento profissional”, conclui Bianca Bolonhezi.

Ao planejar a volta à rotina e a participação em eventos festivos, priorizar limites pessoais e sinais corporais contribui para uma recuperação mais rápida e para a redução de riscos à saúde mental.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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