SBM pede inclusão do teste genético NGS no SUS; consulta pública até 02/02/2026
Sociedade Brasileira de Mastologia solicita à Conitec oferta do sequenciamento genético para identificar mutações BRCA1/2
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A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) pediu à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a avaliação da inclusão do Sequenciamento de Nova Geração (NGS) como tecnologia disponível no Sistema Único de Saúde. A consulta pública (nº 3/2026) está aberta até segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, e é acessível a qualquer pessoa por meio da plataforma Brasil Participativo.
O NGS permite identificar mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2, associadas a um risco elevado de câncer de mama e ovário. Estudos populacionais indicam que 5–10% dos casos de câncer têm origem hereditária. Segundo a mastologista Alessandra Borba, presidente do Departamento de Oncogenética da SBM, “Há mais de dez anos, o acesso ao teste genético existe nos planos de saúde, mas ainda não é disponibilizado no SUS”. Ela reforça: “É muito importante que as pessoas se mobilizem e se manifestem sobre o tema para que o benefício se torne realidade também na rede pública”.
O NGS trabalha com leitura simultânea e rápida de milhões de fragmentos de DNA. Em várias etapas do processo — incluindo “purificação, amplificação e isolamento dos fragmentos de DNA” — são identificadas alterações que, ao serem comparadas com uma sequência de “referência”, permitem detectar variantes ou mutações “patogênicas” em regiões-alvo. A detecção precoce de mutações BRCA pode indicar medidas redutoras de risco, como mastectomia e salpingo-ooforectomia, além de exames de imagem personalizados, que impactam na redução de mortalidade e nos custos de tratamentos avançados.
O dossiê da SBM encaminhado à Conitec inclui análise de custo-efetividade, apontando otimização quando familiares assintomáticos são testados após identificação de mutação em um caso e quando cirurgias redutoras são viabilizadas. A proposta prevê implementação faseada: começar por mulheres com câncer de mama e alto risco genético, ampliar para parentes de primeiro grau de portadores e, posteriormente, incluir outros tumores relacionados à síndrome genética (ovário, próstata, pâncreas).
O tema ganhou destaque global em 2013, quando Angelina Jolie relatou ao The New York Times ter encontrado mutação no gene BRCA1 e ter optado por mastectomia redutora de risco; na época, estimou-se 87% de chance de desenvolver a doença ao longo da vida. Valores de risco citados pela SBM indicam 60–80% para câncer de mama e 20–40% para câncer de ovário em portadoras de mutação.
Alguns estados já têm legislações específicas para cobertura pelo SUS: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Amazonas. A SBM também solicita participação em um Grupo de Trabalho multidisciplinar para definir critérios de testagem e garantir aplicação ética e sustentável do NGS.
Como participar: acesse a Consulta Pública (https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/2789/), faça login no gov.br, responda ao questionário e comente com base em experiência pessoal, familiar ou técnica. É possível adicionar contribuições e documentos; o Relatório Técnico e o Relatório para a Sociedade estão disponíveis. Feito com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



