Saúde mental da mulher requer atenção às influências hormonais em todas as fases da vida

Especialistas do CEPARH destacam que oscilações hormonais em puberdade, gravidez e menopausa podem afetar o bem‑estar emocional e defendem cuidado integral e acompanhamento especializado

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Janeiro Branco: saúde mental da mulher exige olhar atento às influências hormonais em todas as fases da vida

Especialistas do CEPARH alertam que oscilações hormonais podem impactar o bem-estar emocional feminino e reforçam a importância do cuidado integral com a saúde mental

O Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental, chama atenção para um tema essencial e ainda cercado de tabus: o impacto das variações hormonais no equilíbrio emocional da mulher ao longo da vida. Da adolescência ao climatério, essas alterações podem influenciar o humor, o sono, a disposição e a qualidade de vida, tornando fundamental um acompanhamento especializado e um olhar integral para a saúde feminina.

Ao longo das diferentes fases da vida reprodutiva como puberdade, ciclo menstrual, gestação, pós-parto e menopausa, o organismo feminino passa por mudanças hormonais significativas. Essas oscilações podem estar associadas a sintomas como ansiedade, irritabilidade, tristeza persistente e alterações cognitivas, que muitas vezes são minimizadas ou naturalizadas. Para o Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana – CEPARH, reconhecer esses sinais é o primeiro passo para a prevenção e o cuidado adequado.

“É importante compreender que saúde mental e saúde hormonal caminham juntas. Muitas mulheres convivem com sofrimento emocional sem perceber que ele pode estar relacionado a alterações hormonais previsíveis e tratáveis”, afirma Fernanda Lopes, Psicóloga Clínica do CEPARH. “Quando há escuta qualificada e acompanhamento médico, é possível promover mais equilíbrio, autonomia e qualidade de vida.”

O CEPARH reforça que o cuidado com a saúde mental feminina deve ser contínuo e individualizado, considerando não apenas fatores biológicos, mas também aspectos emocionais, sociais e culturais. A instituição destaca ainda a relevância do acesso à informação e do combate ao estigma, para que as mulheres se sintam seguras em buscar ajuda.

“Falar sobre saúde mental da mulher é falar de acolhimento, de informação e de cuidado integral. O Janeiro Branco é uma oportunidade de ampliar esse diálogo e lembrar que buscar ajuda é um ato de autocuidado e fortalecimento”, ressalta Fernanda.

Confira algumas orientações importantes para promover equilíbrio e qualidade de vida em todas as fases:

Conheça o próprio corpo
Observar o ciclo menstrual, as mudanças de humor, o padrão de sono e o nível de energia ajuda a identificar variações hormonais e a reconhecer quando algo foge do habitual. O autoconhecimento é uma ferramenta fundamental de cuidado.

Mantenha acompanhamento médico regular
Consultas periódicas com ginecologista e, quando necessário, endocrinologista e psiquiatra permitem identificar alterações hormonais precocemente e definir estratégias de cuidado individualizadas, especialmente na adolescência, gestação, pós-parto e menopausa.

Valorize a saúde emocional
Ansiedade, irritabilidade, tristeza persistente e alterações de humor não devem ser normalizadas. Buscar apoio psicológico contribui para o fortalecimento emocional e ajuda a lidar melhor com as transformações hormonais.

Cuide do sono
O descanso adequado é essencial para o equilíbrio hormonal e mental. Alterações no sono podem intensificar sintomas emocionais, especialmente no período pré-menstrual, na gestação e no climatério.

Adote hábitos de vida saudáveis
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e momentos de lazer favorecem a produção de hormônios relacionados ao bem-estar, como serotonina e endorfina, além de reduzirem o estresse.

Respeite os limites do corpo
Cada fase da vida exige um ritmo diferente. Aprender a respeitar sinais de cansaço físico e emocional ajuda a prevenir sobrecargas e sofrimento psíquico.

Fortaleça redes de apoio
Manter vínculos afetivos, compartilhar experiências e buscar apoio da família, de amigos ou de grupos especializados contribui para a saúde mental e reduz a sensação de isolamento.

Busque informação de qualidade
Informar-se por fontes confiáveis ajuda a compreender as mudanças hormonais e a tomar decisões mais conscientes sobre a própria saúde, evitando mitos e estigmas.

O cuidado com a saúde mental da mulher deve ser contínuo e integral, considerando corpo e mente como partes inseparáveis. Estar atenta às influências hormonais é um passo essencial para viver cada fase da vida com mais equilíbrio e bem-estar.

Neste Janeiro Branco, o CEPARH reafirma seu compromisso com a promoção da saúde feminina, incentivando o autoconhecimento, o acompanhamento especializado e a construção de uma relação mais consciente e saudável com o próprio corpo e a mente.

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Por Fernanda Lopes

Psicóloga Clínica CRP-03/26859; especialista em saúde mental da mulher e do homem; atuação em suporte emocional e psicológico em condições como endometriose, miomas, menopausa, infertilidade, gestação de alto risco, disfunções do assoalho pélvico e próstata; abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC) integrada à Neurociência e Neuropsicologia.

Artigo de opinião

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