Preservação da fertilidade de pessoas trans em 2026: barreiras e opções

Com dados da assessoria de imprensa: acesso limitado, tabu e desinformação afetam decisões reprodutivas

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Este post foi elaborado com base em dados da assessoria de imprensa e aborda os principais obstáculos que pessoas trans ainda enfrentam para preservar a fertilidade. A questão torna-se especialmente relevante no contexto do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, quando especialistas reforçam a necessidade de inclusão do tema nas avaliações clínicas iniciais.

Estudos citados pela assessoria indicam que cerca de 50% das pessoas trans e de gênero diverso desejam ter filhos biológicos, mas apenas 10% procuram preservar a fertilidade antes da transição. Esse descompasso aponta para lacunas de informação, dificuldades de acesso e estigma social que influenciam escolhas sobre hormonização e cirurgias de afirmação de gênero.

Segundo Nanci Utida, Diretora Associada de Assuntos Médicos da Organon Brasil, “A jornada de transição é altamente individual. Nem todos têm os mesmos desejos ou acesso às intervenções médicas. Durante o processo de avaliação com equipes multiprofissionais, é fundamental esclarecer os impactos das intervenções na fertilidade e as opções disponíveis”. O posicionamento reforça que o aconselhamento sobre preservação da fertilidade deve ocorrer antes do início da hormonização ou de qualquer cirurgia.

A hormonização tem impacto direto na capacidade reprodutiva: em homens trans, o uso de testosterona pode suprimir a ovulação e induzir amenorreia; em mulheres trans, o estrogênio reduz a produção de espermatozoides. Utida alerta que “Em muitos casos, os efeitos podem ser parcialmente reversíveis, mas não há garantia de retorno completo da fertilidade. Por isso, é importante discutir a preservação antes de iniciar os hormônios”.

As técnicas atualmente disponíveis incluem a criopreservação de óvulos para homens trans, obtidos por estimulação ovariana, e a criopreservação de espermatozoides para mulheres trans, preferencialmente antes do início da hormonização. A necessidade de interromper temporariamente os hormônios varia conforme o procedimento e as características individuais, sendo tema a ser avaliado por equipes multiprofissionais.

No Brasil, além do tabu e da desinformação, há barreiras estruturais: procedimentos de preservação de fertilidade são muito restritos no SUS e não são cobertos pela maioria dos planos de saúde. Utida também chama atenção para o desconforto que alguns exames podem causar: “Além disso, exames como ultrassom transvaginal ou coleta de sêmen podem gerar desconforto intenso, especialmente sem acolhimento adequado”.

A promoção de saúde reprodutiva inclusiva passa por oferecer informação acessível, acolhimento nas práticas clínicas e opções claras para quem considera parentalidade biológica ou não biológica — por adoção ou guarda. Como resume a especialista, “O mais importante é que cada pessoa tenha acesso à informação e possa tomar decisões conscientes sobre sua trajetória reprodutiva. Não existe caminho único, nem obrigação de preservar a fertilidade. Garantir que pessoas trans conheçam essas opções é uma forma de ampliar a autonomia, respeitar decisões individuais e promover saúde reprodutiva inclusiva”.

Referência citada pela assessoria: Fertility care in transgender and gender-diverse individuals: the possibility of oocyte and sperm cryopreservation after medical transition – ScienceDirect.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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