Janeiro Branco 2026: a exaustão invisível nas lideranças brasileiras

Burnout silencioso e solidão no topo comprometem decisões e sustentabilidade das empresas

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No contexto do Janeiro Branco, que estimula a reflexão sobre saúde mental, ganha destaque uma face pouco visível do esgotamento entre executivos brasileiros: a exaustão que se instala sem quedas abruptas de produtividade, mas que corrói a clareza e a capacidade de decisão. Feito com dados da assessoria de imprensa, o material traz observações de Nathalia Gottheiner, especialista em desenvolvimento humano e fundadora do Centro de Treinamento Executivo Bosque Belo, sobre esse fenômeno.

Segundo Nathalia, “É um esgotamento que não paralisa, mas vai drenando a clareza, a presença e a capacidade de tomar decisões com consciência”. A metáfora que a especialista usa compara líderes a animais em manada: “Na manada, o cavalo que lidera é o último a comer. Ele permanece atento, garantindo a segurança do grupo antes de cuidar de si. Entre líderes humanos, vejo algo muito parecido: quem está no topo costuma colocar tudo e todos à frente, adiando sistematicamente o próprio cuidado — e é aí que a exaustão começa a se instalar”.

O burnout dos líderes, conforme descrito, costuma ser gradual e dissimulado. A rotina acumulada de decisões, noites mal dormidas e uma sensação constante de que não há margem para erro resultam em irritabilidade crescente, perda de entusiasmo e dificuldade de desligar. Mesmo com sinais físicos e emocionais de desgaste, muitos líderes seguem em atividade, o que torna a detecção e a intervenção mais difíceis.

Um estudo recente da Harvard Business Review citado no material indica que 96% dos líderes entrevistados se sentem estressados e 33% relatam estar cronicamente esgotados. Esses números ajudam a dimensionar a relevância do problema, que, na prática, ainda é pouco verbalizado nas organizações. Para Nathalia, “Esse esgotamento não nasce de um evento isolado. Ele é resultado de uma aceleração constante, da pressão por decisões rápidas e da ausência de pausas reais. O corpo sinaliza, mas a rotina segue”.

O debate proposto pelo Janeiro Branco amplia a discussão para além do indivíduo, envolvendo cultura organizacional e sustentabilidade dos negócios. Reconhecer a exaustão que atinge quem ocupa posições de comando é também discutir quem oferece suporte a esses líderes e como estruturar pausas, escuta e recursos de apoio. Como aponta a especialista, “Reconhecer a exaustão de quem lidera é um passo necessário. Quem sustenta decisões, pessoas e estratégias também precisa de escuta, apoio e tempo”.

Para empresas e profissionais de RH, o desafio é desenvolver práticas que tornem visíveis esses sinais, incentivem rotinas que permitam pausas reais e criem canais de apoio que não reforcem a solidão no topo. No cenário atual, a atenção ao bem-estar emocional das lideranças é apresentada como peça-chave para a longevidade das estratégias, para a qualidade das decisões e para a manutenção do capital humano organizacional.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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