Internação em 2026 alerta para riscos das “canetas emagrecedoras” ilegais
Caso em Belo Horizonte reacende preocupação sobre produtos sem registro e compra por canais não regulados
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A internação em estado grave de uma mulher de 42 anos em Belo Horizonte reacendeu o alerta sobre o uso de “canetas emagrecedoras” adquiridas fora do sistema regulatório. Segundo dados da assessoria de imprensa, a paciente aplicou um produto comercializado como Lipoless, sem registro na Anvisa, e apresentou dores abdominais intensas seguidas de complicações neurológicas que evoluíram para paralisia total. Há suspeita clínica, ainda em investigação, de desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré.
O produto Lipoless é divulgado informalmente como um suposto análogo da tirzepatida, substância presente em medicamentos aprovados para diabetes tipo 2 e, de forma controlada, no manejo da obesidade. Entretanto, a Anvisa determinou recentemente a suspensão da circulação de diversas canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, citando entre elas Lipoless, T.G. 5 e Tirzazep.
“O grande perigo dessas canetas ilegais não está apenas no nome que elas carregam, mas no fato de ninguém saber exatamente o que há dentro delas”, explica o médico George Mantese, especialista em Medicina de Família e Comunidade. O especialista reforça que, além de falsos análogos de GLP-1, já existem relatos de produtos clandestinos que contêm hormônios e agentes hipoglicemiantes potentes. “Não estamos falando apenas de análogos de GLP-1. Já existem relatos de produtos clandestinos que contêm hormônios, agentes hipoglicemiantes potentes e outras substâncias que jamais deveriam ser usadas sem indicação e acompanhamento médico”, ressalta Mantese.
A perda de peso relatada por alguns usuários cria uma falsa sensação de eficácia. “É fundamental entender que emagrecer não significa, automaticamente, que algo está funcionando do ponto de vista médico”, alerta Mantese. O médico detalha mecanismos perigosos que podem levar ao emagrecimento, como desidratação, perda acelerada de massa muscular, toxicidade metabólica ou processos inflamatórios sistêmicos, e chama atenção para efeitos adversos agudos: “Existem compostos que podem provocar quedas perigosas da glicose, alterações cardíacas, convulsões, náuseas intensas, diarreia persistente e, em situações mais graves, lesões neurológicas potencialmente irreversíveis. Em alguns casos, o que começa como uma busca estética pode terminar em internação prolongada ou sequelas permanentes”.
Para evitar riscos, a Vigilância Sanitária orienta que a população utilize apenas medicamentos prescritos por profissionais habilitados e adquiridos em farmácias regularizadas. Denúncias sobre comercialização irregular podem ser feitas pelos canais oficiais das prefeituras ou diretamente aos órgãos de fiscalização sanitária. Mantese enfatiza: “O emagrecimento saudável é um processo médico, não um experimento. Quando alguém compra uma caneta ilegal, não está escolhendo um tratamento alternativo. Está assumindo um risco real, muitas vezes sem ter dimensão das consequências”.
O caso de Belo Horizonte ilustra o perigo de associar resultados visíveis à segurança: “Não é porque alguém emagreceu que aquilo é bom ou que deu certo. Muitas vezes, o emagrecimento rápido é o primeiro sinal de que algo está profundamente errado”, pontua o médico. Este texto foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



