2026: Prescrição psiquiátrica por endocrinologistas cresce e integra cuidado metabólico

Levantamento da Memed mostra expansão das indicações de medicamentos para saúde mental além da psiquiatria

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Feito com dados da assessoria de imprensa, um levantamento da Memed aponta uma mudança na prática clínica no Brasil: quase 1 em cada 5 receitas de medicamentos para saúde mental vem de médicos de outras especialidades, com destaque para endocrinologistas. A análise considera dados dos últimos 24 meses e traz números que sinalizam tendência de integração entre cuidado metabólico e saúde mental.

Entre endocrinologistas, as prescrições de antidepressivos cresceram de forma expressiva: houve aumento de 61% nas indicações de antagonistas dos receptores 5-HT2 e de 37% em antidepressivos duais (ISRSN). Para a Memed, esse movimento sugere um uso funcional de classes tradicionalmente associadas à psiquiatria no manejo de comorbidades metabólicas, em especial em pacientes com obesidade, ansiedade e distúrbios do sono.

“O que acontece é que os endocrinologistas têm recorrido cada vez mais aos antidepressivos como complemento ao tratamento da obesidade, já que esses medicamentos auxiliam no alívio de sintomas associados à comorbidade, como ansiedade e distúrbios do sono”, afirma Fábio Tabalipa, Diretor Médico e Head de Dados da Memed. Ele reforça que “Esse uso não está ligado a um aumento de diagnósticos psiquiátricos nessas especialidades, mas a uma ampliação das estratégias terapêuticas para lidar com comorbidades frequentes no cuidado metabólico”.

Apesar do crescimento fora da psiquiatria, a especialidade psiquiátrica continua responsável pela maioria das prescrições, concentrando cerca de 81% do total. Entre generalistas, houve aumento de 53% na prescrição de antidepressivos tricíclicos — hoje empregados também para dor crônica e distúrbios do sono — e de 49% nos antagonistas de receptores associados à regulação do sono. Clínicos gerais registraram crescimento de 34%, com destaque para estabilizadores de humor.

O levantamento também indica que antidepressivos antagonistas dos receptores 5-HT2 e antipsicóticos em baixas dosagens aparecem em aproximadamente 30% das prescrições feitas por generalistas e clínicos médicos. Isso aponta que queixas como insônia, fadiga e desregulação do ritmo circadiano são pontos de entrada frequentes para abordagens terapêuticas fora da psiquiatria.

Segundo Tabalipa, “O aumento das prescrições psiquiátricas por profissionais de outras especialidades reflete uma mudança de olhar: hoje, muitos médicos já reconhecem que não é mais viável separar o cuidado com a saúde mental do tratamento das doenças crônicas”. A redistribuição do cuidado exige protocolos integrados, coordenação entre especialidades e apoio tecnológico para garantir continuidade e segurança na jornada do paciente.

A Memed, marca que assinou o levantamento, é descrita como líder e pioneira em prescrição digital no país, com mais de 140 mil médicos usando a plataforma mensalmente. Os dados analisados reforçam que a saúde mental tem sido tratada de forma integrada a aspectos metabólicos e funcionais, transformando a forma como diferentes especialidades respondem às demandas clínicas no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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