Uso precoce de maquiagem eleva risco de alergias oculares em crianças, alerta estudo
Especialistas destacam perigos dos cosméticos infantis e recomendam cuidados para evitar reações alérgicas nos olhos
O uso de maquiagem por crianças em idade precoce tem se tornado cada vez mais comum, mas traz riscos significativos à saúde ocular, conforme dados recentes divulgados pela assessoria de imprensa. Um estudo da Universidade de Columbia revelou que 79% das crianças com até 12 anos utilizam produtos de maquiagem e cosméticos destinados a adultos, como glitter, sombras e gloss, que frequentemente contêm substâncias químicas nocivas, incluindo metais pesados, PFAS e formaldeído.
A oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologia, explica que a maquiagem é a segunda maior causa de alergia ocular, especialmente dermatite de contato na região das pálpebras. “Esse risco afeta tanto adultos quanto crianças, que têm maior propensão a alergias devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento”, destaca a especialista. Ela acrescenta que a pele das pálpebras é mais fina e sensível, o que facilita a absorção de substâncias potencialmente irritantes.
Além das reações alérgicas, a Dra. Marcela chama atenção para a presença de componentes químicos perigosos em maquiagens usadas por crianças, como metais pesados (alumínio, níquel, cromo e chumbo), timerosal (conservante derivado do mercúrio), ftalatos, parabenos, perfluorquímicos, fragrâncias e pigmentos. “Quanto mais colorido e brilhante o produto, maior o risco de alergias. Produtos para adultos, sem aprovação da Anvisa, não devem ser usados por crianças”, alerta.
Os sintomas mais comuns de alergia ocular por maquiagem incluem vermelhidão, coceira intensa, inchaço, descamação, ardência, lacrimejamento e até lesões como bolhas. Além disso, o uso inadequado pode causar irritação mecânica, como arranhões na córnea, especialmente quando há contato com glitter ou pós.
Não existe uma idade segura para o uso de maquiagem na infância, e o ideal é minimizar a exposição a esses produtos. A Anvisa determina que os rótulos informem a faixa etária indicada, e os pais devem optar por produtos dermatologicamente testados e aprovados para crianças. Recomenda-se também realizar teste de contato na pele antes do uso e ajudar na remoção adequada da maquiagem.
Dra. Marcela conclui que, embora o uso de maquiagem precoce seja uma realidade, os riscos são evidentes e devem ser levados a sério pelos responsáveis. A orientação é evitar o uso ou, quando inevitável, escolher produtos seguros e específicos para o público infantil, sempre com supervisão.
Este alerta reforça a importância de conscientizar pais e responsáveis sobre os perigos do uso inadequado de cosméticos em crianças, protegendo a saúde ocular e geral dos pequenos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



