Planejamento familiar: medicina fetal e genética transformam metas de ano novo para casais

Antes mesmo da gestação, exames genéticos e avaliação da saúde reprodutiva ganham destaque no planejamento do futuro dos casais

O início do ano é tradicionalmente um momento para estabelecer metas que envolvem saúde, organização e planejamento de vida. Entre os casais que desejam ter filhos, uma tendência crescente é incluir o planejamento familiar como parte dessas resoluções, antecipando cuidados antes mesmo da gestação. Dados da assessoria de imprensa revelam que essa abordagem ganha força diante do perfil reprodutivo atual, marcado pelo adiamento da maternidade e paternidade e pela busca por decisões mais informadas.

Segundo Heron Werner, especialista em Medicina Fetal, “a medicina fetal permite acompanhar a saúde do bebê desde as fases iniciais, mas o cuidado começa antes da gravidez. Quando o casal chega já orientado, com exames e informações prévias, conseguimos conduzir a gestação de forma mais segura e personalizada.” Essa preparação envolve uma avaliação completa da saúde reprodutiva, incluindo check-up geral, exames hormonais, testes laboratoriais e avaliação da fertilidade feminina, como a histerossalpingografia, que analisa as trompas uterinas.

Além disso, a genética desempenha papel fundamental nesse processo. Conforme explica Gustavo Guida, geneticista, “muitas alterações associadas à infertilidade não apresentam sintomas. A investigação genética permite identificar fatores silenciosos que impactam diretamente as chances de gravidez e orienta o melhor caminho clínico desde o início.” Entre os exames disponíveis está o Painel de Infertilidade, que analisa mais de 400 genes relacionados a condições que afetam a fertilidade em homens e mulheres, a partir de uma amostra de sangue.

Natália Gonçalves, superintendente de Pesquisa & Desenvolvimento da Dasa Genômica, destaca que “a análise genética tem transformado a forma como a infertilidade é investigada. Em muitos casos, especialmente quando não há uma causa aparente ou quando tratamentos anteriores não tiveram sucesso, a genética traz respostas importantes.” Outros exames importantes são o PregnancyLoss, para investigação genética de abortos espontâneos recorrentes, e o painel genético PCGT, que avalia riscos de condições genéticas recessivas no casal.

Esses testes são indicados por sociedades médicas internacionais e, em alguns países, incorporados como medidas preventivas de saúde populacional. Natália reforça que “a proposta é oferecer um cuidado cada vez mais preventivo, preditivo e personalizado. Quando o casal entende seu perfil genético antes da gestação, o planejamento se torna mais consciente, com menos desgaste emocional e mais segurança ao longo do processo.”

Com a infertilidade afetando cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva globalmente, segundo a Organização Mundial da Saúde, o planejamento familiar antecipado representa uma mudança cultural importante. Mais do que antecipar problemas, trata-se de ampliar o cuidado e transformar o desejo de ter filhos em um projeto estruturado, apoiado pela ciência e pela informação. Assim, as metas de ano novo ganham um novo significado para muitos casais, que agora contam com a medicina fetal e a genética para construir um futuro mais seguro e planejado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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