Ovodoação cresce 28% e transforma a percepção da maternidade no Brasil

Dados recentes mostram que o vínculo materno vai além da genética e se constrói na gestação e no cuidado

Dados do Grupo Huntington, referência nacional em medicina reprodutiva, revelam que o número de tratamentos com ovodoação cresceu 27,8% entre 2024 e 2025. Esse aumento reflete uma mudança significativa na forma como muitas mulheres encaram a maternidade, que deixa de estar vinculada exclusivamente à genética para ser entendida como um projeto construído pelo desejo, gestação e cuidado.

A ovodoação é indicada para mulheres com baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, histórico de tratamentos oncológicos ou que iniciaram o projeto reprodutivo mais tarde. Apesar de ainda gerar dúvidas emocionais, como a sensação de pertencimento do filho, especialistas afirmam que a maternidade vai muito além do DNA. Segundo a Dra. Ana Paula Aquino, especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, “a maternidade não começa no óvulo, mas na decisão de gerar, no desejo de cuidar e na experiência da gestação”. Ela destaca que a mulher que engravida por ovodoação vivencia todas as transformações hormonais, físicas e emocionais da gravidez, processo que constrói o vínculo materno.

Na prática clínica, as inseguranças iniciais tendem a diminuir durante a gestação, quando o corpo da mulher passa por mudanças profundas, produz hormônios da gravidez, sente os movimentos do bebê e estabelece uma conexão diária ainda no útero. Após o nascimento, o vínculo materno continua a ser fortalecido pelo cuidado cotidiano.

Relatos públicos de mulheres que passaram pela ovodoação têm contribuído para ampliar o debate. A atriz Viviane Araújo, por exemplo, compartilhou sua experiência, ressaltando que a maternidade é plenamente vivida na gestação e na relação diária com o filho. Por outro lado, mulheres que optam por doar óvulos, como a atriz Yana Sardenberg, ajudam a ressignificar o tema, destacando o desejo de ajudar outras mulheres a realizarem o sonho da maternidade.

A psicóloga do Grupo Huntington, Dra. Cássia Avelar, reforça que o vínculo materno não depende do DNA, mas do desejo e do discurso dos pais, que definem o lugar do filho na família. “Esse é um mito social. A parentalidade e a filiação não são aspectos somente biológicos”, afirma.

O procedimento de ovodoação consiste na doação voluntária e anônima de óvulos, que são fertilizados em laboratório e transferidos para o útero da paciente. A doadora não tem vínculo legal ou parental com o bebê. O processo inclui rigorosa avaliação clínica, genética e acompanhamento psicológico. Para a mulher que engravida, a experiência da maternidade é completa, pois é seu corpo que sustenta a gravidez, produz hormônios e nutre o bebê.

O crescimento da ovodoação demonstra que, para muitas mulheres, ser mãe vai além da genética. O que sustenta a maternidade é a presença emocional, o cuidado e a construção do laço ao longo do tempo, abrindo novos caminhos para a realização do sonho de ser mãe.

Esses dados e reflexões foram fornecidos pela assessoria de imprensa do Grupo Huntington, que possui 30 anos de experiência em reprodução assistida e integra o Grupo Eugin, uma rede internacional presente em nove países, fortalecendo a inovação e o intercâmbio científico na área.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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