Janeiro Roxo 2026: Brasil é 2º em número de casos de hanseníase
Mês de conscientização reforça diagnóstico precoce, testes moleculares e tratamentos em progresso
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Estamos em Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e combate à hanseníase — uma doença contagiosa que tem cura. De acordo com dados da assessoria de imprensa, o Brasil é o segundo país no mundo em número de casos, com média anual de 20 mil ocorrências, atrás apenas da Índia. No relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativo a 2024 foram registradas 172.717 detecções globais, sendo 80% na Índia e 22.129 no Brasil.
A tendência global de diminuição de casos — redução de 5,5% em 2024 — contrasta com a retomada das notificações no Brasil após a pandemia de Covid-19. “A partir desse período, observa-se uma retomada das notificações. No entanto, esse aumento recente reflete principalmente a redução do diagnóstico durante a pandemia, e não necessariamente um aumento real da transmissão. A queda de casos durante a pandemia refletiu a redução do diagnóstico. Do ponto de vista técnico, os números da hanseníase no Brasil se mantêm relativamente estáveis ao longo da última década, o que reforça a persistência da doença como problema de saúde pública”, destaca a dermatologista Laila de Laguiche, fundadora e diretora do Instituto Aliança contra Hanseníase – AAL.
O diagnóstico precoce é fundamental para diminuir o desenvolvimento de incapacidades físicas. Os sinais iniciais podem passar despercebidos por serem alterações neurológicas e cutâneas: perda de força muscular, cãibras noturnas, queda de objetos da mão sem perceber, manchas na pele e diminuição ou ausência de sensibilidade. “Esses sinais, isolados ou em conjunto, devem sempre levantar a suspeita de hanseníase. É fundamental lembrar que a hanseníase é uma doença endêmica no Brasil e que o diagnóstico precoce é essencial para evitar incapacidades físicas e garantir melhor qualidade de vida às pessoas afetadas”, afirma Dra. Laila. Em caso de suspeita, recomenda-se procurar dermatologistas ou infectologistas.
Avanços em medicina diagnóstica têm ampliado as possibilidades de detecção rápida e precisa. Existem testes rápidos e moleculares (PCR) e exames de imagem para avaliar comprometimento de nervos periféricos. A Mobius comercializa o kit XGEN Master Leprae, baseado em PCR em Tempo Real, que detecta alvos RLPE, dos genes 16S e 18S, com validação para raspado intradérmico. Em 2021 a empresa lançou o primeiro teste comercial com resultado em 24 horas, reduzindo o tempo de espera que as biópsias podiam apresentar.
O tratamento recomendado pela OMS e disponível no SUS utiliza antibióticos e costuma durar de seis a 12 meses, com possibilidade de extensão em 20% a 30% dos casos, dependendo da forma clínica; rifampicina permanece como base. Há estudos clínicos multicêntricos com a molécula Telacebec, desenvolvida em um laboratório na Coreia do Sul. “Essa molécula está em estudos clínicos multicêntricos e representa a opção mais promissora em desenvolvimento, indicando a possibilidade de tratamentos muito mais curtos e eficazes”, afirma a assessoria.
Este texto foi produzido com dados da assessoria de imprensa e sintetiza informações sobre diagnóstico, sintomas, avanços laboratoriais e diretrizes de tratamento em vigor.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



