Ensino online 2026: acesso não garante aprendizagem no Brasil

Conectividade e dispositivos são insuficientes sem formação docente e políticas integradas, segundo assessoria

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Conteúdo produzido com dados da assessoria de imprensa.

A expansão do ensino digital no Brasil prometeu ampliar o acesso à educação, mas evidências recentes mostram que o simples acesso não assegura aprendizagem efetiva. Aline Von Bahten, especialista em educação com mais de 15 anos de experiência na formação de professores e desenvolvimento de cursos inovadores, contribui com análise a partir de dados da OECD e do CETIC sobre desafios do ensino remoto e híbrido.

Um documento recente da Organisation for Economic Co‑operation and Development (OECD) revela desigualdades de acesso: um estudante com renda familiar equivalente a dois salários mínimos tinha três vezes menos chance de dispor de computador conectado à internet em casa do que um estudante de renda mais elevada. Esse descompasso, segundo a assessoria, tende a ampliar desigualdades quando o ensino se desloca para ambientes digitais.

Cinco eixos resumem os obstáculos à inclusão no ensino digital no país: conectividade, disponibilidade de dispositivos, habilidades digitais, suporte pedagógico e culturas institucionais adaptadas ao novo modelo. O levantamento “Education and Digital Technologies” do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC) mostra que escolas rurais enfrentam déficits de infraestrutura e que a presença de internet não garante uso pedagógico adequado.

Aline ressalta que a conectividade isolada é insuficiente: “a conectividade sozinha não resolve; sem formação docente, sem redimensionamento pedagógico, o aluno conectado pode simplesmente varar horas passivas de conteúdo”. Em muitos contextos urbanos, ainda há docentes sem preparação para mediar processos online ou híbridos, o que compromete design instrucional e engajamento estudantil.

Outro trecho do diagnóstico aborda a lacuna entre domínio técnico e pedagógico: “Há professores que dominam a tecnologia, mas não dominam o design do aprendizado em ambiente digital. E isso exige escolha, intencionalidade e suporte institucional”. Sem essa combinação, alunos de famílias com menor renda ou menor suporte domiciliar ficam mais vulneráveis à evasão e ao desengajamento.

A assessoria também destaca a necessidade de revisão de modelos de ensino e avaliação que apenas foram transpostos ao meio digital. Muitas instituições adotaram soluções emergenciais sem repensar interações, tutoria e acompanhamento, gerando uma versão digital do ensino tradicional que penaliza estudantes com menos autonomia.

No plano das políticas públicas, o relatório da OECD indica que falta visão estratégica alinhada entre infraestrutura, capacitação e pedagogia; em muitos casos, faltam dados desagregados por renda, raça, localidade e tipo de rede para monitorar quem fica para trás. Aline sintetiza o desafio: “a transformação digital na educação depende de políticas consistentes e integradas, que vão além da compra de equipamentos. É preciso investir em planejamento, formação docente, análise de dados e acompanhamento contínuo para que a tecnologia gere impacto real na aprendizagem”.

Para que o ensino online cumpra sua promessa de democratização, é necessário articular infraestrutura, formação, suporte pedagógico e governança. Escolas e redes devem priorizar grupos vulneráveis, mapear lacunas e avançar com estratégias que promovam equidade, e não apenas conectividade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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