Pai gaúcho revoluciona tratamento do câncer cerebral infantil com consórcio global
Medulloblastoma Initiative acelera pesquisas e traz esperança para milhares de crianças no mundo
A história inspiradora do gaúcho Fernando Goldsztein, que transformou o diagnóstico de câncer cerebral do filho em uma iniciativa global de pesquisa, está mudando a rota do tratamento do meduloblastoma, um dos tumores cerebrais mais agressivos em crianças. Fundador da Medulloblastoma Initiative (MBI), Goldsztein criou um modelo inovador que acelera o desenvolvimento de terapias, encurtando o tempo entre descobertas científicas e tratamentos eficazes para milhares de crianças em todo o mundo.
Segundo dados da assessoria de imprensa, a MBI foi fundada em 2021 e já arrecadou 11 milhões de dólares em apenas 30 meses, reunindo 16 dos mais prestigiados laboratórios e hospitais internacionais. A iniciativa estabeleceu o “Consórcio Cure Group 4”, que promove total transparência e compartilhamento obrigatório de dados entre instituições, eliminando silos de informação e distribuindo tarefas específicas para cada laboratório. Essa colaboração inédita tem acelerado ensaios clínicos e o desenvolvimento de imunoterapias e vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA), tecnologia similar à utilizada contra a COVID-19.
O impacto da MBI é significativo: estima-se que 15 mil crianças sejam diagnosticadas anualmente com meduloblastoma no mundo, uma doença que até então contava com opções limitadas e muitas vezes ineficazes de tratamento. A iniciativa já conta com dois ensaios clínicos promissores e três protocolos aguardando aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos. Entre as novidades estão uma imunoterapia avançada que estimula a resposta natural do corpo contra as células cancerígenas e uma vacina contra o tumor em fase avançada de desenvolvimento.
Fernando Goldsztein destaca que, enquanto os financiamentos tradicionais destinam apenas quatro centavos de cada dólar para pesquisas sobre câncer pediátrico, a MBI foca 100% dos recursos diretamente na pesquisa, eliminando custos administrativos e promovendo resultados rápidos. O modelo já recebeu reconhecimento internacional, incluindo destaque pela publicação MIT Management como exemplo de inovação disruptiva em doenças raras, e convite para integrar o conselho do Children’s National Hospital, nos EUA.
Além de buscar tratamentos para o meduloblastoma, a MBI propõe um novo padrão para a pesquisa de doenças raras pediátricas, mostrando como o investimento privado, aliado à colaboração e transparência, pode transformar radicalmente a velocidade da ciência médica. Goldsztein planeja ainda trazer parte das pesquisas para o Brasil, ampliando o impacto da iniciativa.
O meduloblastoma é o tumor cerebral maligno mais comum em crianças, representando cerca de 20% dos casos pediátricos. Ele se manifesta principalmente entre 5 e 9 anos, com sintomas como dor de cabeça, náuseas, problemas de equilíbrio e visão dupla. O diagnóstico é feito por exames de imagem e biópsia, e o tratamento envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, com avanços recentes em terapias direcionadas e imunoterapias.
A trajetória de Fernando Goldsztein e da Medulloblastoma Initiative mostra que, mesmo diante da dor pessoal, é possível criar soluções inovadoras que trazem esperança e podem salvar milhares de vidas ao redor do mundo.
Para mais informações, acesse o site oficial da iniciativa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



