Educação ambiental: 9 em cada 10 brasileiros querem o oceano no currículo escolar

Conheça o Currículo Azul e como a educação sobre o oceano está transformando escolas pelo Brasil

A educação ambiental ganha força no Brasil, especialmente quando o tema é o oceano. Um estudo recente revela que 89% dos brasileiros apoiam a inclusão do tema oceano no currículo escolar, mostrando a importância de formar gerações conscientes sobre a preservação dos mares. Os dados foram divulgados pela assessoria de imprensa da Fundação Grupo Boticário, em parceria com a UNESCO e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A pesquisa “Oceano sem Mistérios: a relação dos brasileiros com o mar – evolução de cenários” aponta que o apoio à educação oceânica é maior entre pessoas com ensino médio ou superior, e também entre quem mora até 150 km do litoral. Isso demonstra que o conhecimento e a proximidade com o mar aumentam a valorização do tema. A educação ambiental, portanto, é vista como essencial para preparar os jovens para os desafios ambientais atuais.

Entre as estratégias mais eficazes para aproximar estudantes do oceano, atividades em campo lideram com 45% das preferências, seguidas por palestras (37%) e feiras de ciências (32%). A gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Janaína Bumbeer, destaca que “experiências práticas e a interação direta com o ambiente costeiro-marinho são vistas como formas mais eficientes de aprendizagem sobre o mar”.

O Brasil é pioneiro na implementação do Currículo Azul, uma iniciativa oficializada em abril de 2025 que inclui a cultura oceânica nas escolas públicas. Com o apoio da UNESCO, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação, o país conta hoje com 679 “Escolas Azuis” distribuídas por todos os estados. Essa iniciativa surgiu de um processo participativo que envolveu mais de 2 mil contribuições da sociedade civil, comunidade científica e setor educacional.

Especialistas reforçam a importância dessa medida para enfrentar a crise climática. Ronaldo Christofoletti, da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, lembra que “a educação transforma as pessoas, e são as pessoas que transformam o mundo”. Ele ressalta que o conhecimento é a base para a mudança de comportamento necessária diante dos impactos ambientais, como poluição, acidificação das águas e perda de biodiversidade.

Exemplos práticos mostram o impacto positivo do Currículo Azul. A Escola Municipal Diva do Carmo Alves de Lima, em Itanhaém (SP), desenvolveu projetos multidisciplinares que envolveram crianças, educadores e famílias, despertando curiosidade e postura ecológica na comunidade. Já o Colégio Amorim, em Guarulhos (SP), ampliou o engajamento da comunidade escolar com a preservação dos oceanos, promovendo campanhas e reduzindo o uso de materiais descartáveis.

Com base nesses dados e iniciativas, fica claro que a educação ambiental focada no oceano é uma ferramenta poderosa para formar cidadãos conscientes e atuantes, capazes de cuidar do planeta e garantir um futuro sustentável para todos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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