Cirurgia fetal minimamente invasiva revoluciona tratamento da vasa prévia com 100% de sucesso
Técnica a laser por fetoscopia oferece esperança para gestantes, reduzindo riscos e prematuridade
Um avanço promissor na medicina materno-fetal pode transformar o tratamento da vasa prévia, condição rara e de alto risco para o bebê. Um estudo recente, liderado pelo cirurgião materno-fetal brasileiro Rodrigo Ruano, da University of Miami, reuniu dados de 54 casos internacionais e revelou resultados impressionantes: 100% de sobrevivência neonatal e alta taxa de sucesso técnico na cirurgia fetal minimamente invasiva. As informações são da assessoria de imprensa.
A vasa prévia ocorre quando vasos sanguíneos do feto passam pelo colo do útero sem proteção, ficando suscetíveis à ruptura, especialmente se as membranas amnióticas se rompem. Essa ruptura pode causar hemorragia fetal grave e, sem diagnóstico prévio, o risco de morte é elevado. Atualmente, o protocolo padrão é a realização de cesariana programada entre 34 e 37 semanas para evitar complicações, o que pode resultar em parto prematuro e internação neonatal.
A inovação apresentada no estudo consiste na utilização da ablação a laser por fetoscopia, um procedimento minimamente invasivo que coagula os vasos sanguíneos expostos ainda durante a gestação. Segundo Ruano, “isso reduz o risco de ruptura e pode permitir que a gravidez prossiga por mais semanas, aumentando a maturidade pulmonar e neurológica do bebê”. No caso clínico relatado, a gestante foi tratada na 31ª semana e conseguiu prolongar a gestação até 36 semanas e 5 dias, quando entrou em trabalho de parto. O bebê nasceu saudável por cesariana, conforme desejo da paciente.
Os dados da revisão internacional reforçam a eficácia da técnica: 98,1% de sucesso técnico na obliteração dos vasos, 100% de sobrevivência neonatal, 50% de partos vaginais após o procedimento e nenhuma complicação materna significativa registrada. Esses resultados indicam que a cirurgia minimamente invasiva pode evitar cesarianas prematuras e reduzir os riscos associados ao nascimento antecipado.
Com o aumento das gestações por fertilização in vitro e a maior frequência de placentas com anatomias variantes, a incidência de vasa prévia tende a crescer. O Brasil conta com centros especializados em cirurgia fetal equipados para técnicas fetoscópicas avançadas, criando um cenário favorável para a adoção gradual e criteriosa desse método em casos selecionados.
Ruano ressalta que “a técnica não substitui a cesárea em todos os casos. O que mostramos é que, em gestantes cuidadosamente selecionadas, podemos reduzir prematuridade e melhorar os desfechos neonatais. É uma alternativa segura quando realizada por equipes experientes”. Essa inovação representa um importante passo para a saúde materna e fetal, oferecendo mais segurança e qualidade de vida para mães e bebês.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



