A Revolução da Beleza em 2026: O Fim das Tendências Únicas

Como a multiplicidade de referências e a personalização estão transformando o mercado da beleza e o papel dos profissionais

A beleza entra em 2026 atravessada por uma mudança estrutural: a perda de força das tendências únicas. Em um cenário marcado pela multiplicidade de referências, o consumo deixa de ser guiado por padrões fechados e passa a refletir escolhas mais conscientes, individuais e conectadas ao comportamento. Cabelo, moda e estética deixam de responder a regras fixas e passam a operar como extensões da identidade, exigindo uma nova leitura tanto do mercado quanto do papel dos profissionais que atuam nele.

Em 2026, o mercado da beleza consolida uma mudança clara na forma como tendências são compreendidas. A ideia de uma estética dominante perde força e conceitos como a cor da vez, o corte do momento e o styling da temporada deixam de orientar o consumo, abrindo espaço para escolhas mais pessoais e menos normativas. A análise é defendida por Rafaela de la Lastra, que acompanha os movimentos de comportamento e imagem no setor.

Esse cenário é resultado de um ambiente marcado pela hiperfragmentação. Estéticas, referências e comportamentos passam a coexistir ao mesmo tempo, impulsionados pelas redes sociais e pela cultura digital. Para Rafaela de la Lastra, as tendências deixam de disputar espaço e passam a funcionar de forma simultânea, sem hierarquia ou substituição.

O consumidor, nesse contexto, já não segue um único padrão. Ele transita entre referências distintas porque seus desejos mudam. Cores, cortes e acabamentos convivem lado a lado, respondendo a diferentes momentos, emoções e formas de expressão, como aponta Rafaela de la Lastra em suas leituras de mercado.

Essa mudança redefine o papel do cabeleireiro. O profissional deixa de entregar um visual padronizado ou um conceito anual e passa a atuar de forma mais estratégica, interpretando desejos e construindo identidade. Segundo Rafaela de la Lastra, a personalização se torna central nesse processo.

Nesse novo cenário, tendência deixa de ser produto. O valor passa a estar na leitura de comportamento. As referências estéticas funcionam como ferramentas de decisão, orientando escolhas e ajudando o profissional a criar visuais coerentes com cada cliente, e não a reproduzir modelos prontos, reforça Rafaela de la Lastra.

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Por Ester Salles

Artigo de opinião

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