Verão 2026: calor extremo aumenta riscos e alerta para câncer de pele
Saiba como se proteger dos efeitos do sol e prevenir o câncer de pele neste verão de temperaturas recordes
O verão de 2026 no Brasil está marcado por temperaturas extremas, ultrapassando os 40 °C em diversas regiões, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo dados da assessoria de imprensa, essa onda de calor intenso, combinada com a falta de vegetação suficiente e a presença de arranha-céus, eleva a sensação térmica e expõe a população a riscos maiores à saúde, especialmente relacionados à radiação ultravioleta (UV).
De acordo com o boletim da Climatempo divulgado no final de 2025, o clima deste ano apresenta uma característica atípica: a falta de padrão. Fenômenos oceânicos e atmosféricos alternam períodos de calor intenso fora de época com entradas pontuais de ar frio, o que dificulta a previsibilidade das estações e aumenta a ocorrência de eventos climáticos extremos. Essa instabilidade climática reforça a necessidade de atenção redobrada aos cuidados com a pele.
A dermatologista Luisa Juliatto, do Alta Diagnósticos, destaca que “o aumento da exposição à radiação ultravioleta é um fator diretamente associado ao câncer de pele — o tipo de câncer mais frequente no Brasil”. O câncer de pele surge do crescimento anormal das células cutâneas, geralmente provocado pela exposição solar inadequada ao longo da vida. Entre os tipos mais comuns estão o carcinoma basocelular (CBC), que aparece em áreas expostas ao sol como rosto e pescoço, e o carcinoma espinocelular (CEC), mais agressivo e capaz de atingir camadas mais profundas da pele. O melanoma, embora menos frequente, é o mais grave devido ao risco elevado de metástase.
Os primeiros sinais de alerta para o câncer de pele incluem feridas que não cicatrizam, pintas diferentes das outras e alterações em lesões já existentes. A Regra do ABCDE é uma ferramenta recomendada para identificar características suspeitas: assimetria, bordas irregulares, variações de cor, diâmetro maior que seis milímetros e evolução da lesão. Sintomas como coceira, sangramento ou inflamação também indicam a necessidade de avaliação médica.
A boa notícia é que o câncer de pele pode ser amplamente prevenido. Luisa reforça que “o uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, a reaplicação adequada ao longo do dia, a evitação da exposição solar entre 10h e 16h, além do uso de roupas e acessórios com proteção UV, são medidas fundamentais”. O bronzeamento artificial, proibido no Brasil, também representa risco elevado. Consultas regulares com dermatologistas aumentam as chances de diagnóstico precoce e acompanhamento eficaz.
Além do exame clínico, tecnologias como dermatoscopia, mapeamento de nevos, tricoscopia e ultrassom de pele auxiliam na detecção e monitoramento das lesões, garantindo maior precisão no cuidado. Com o avanço dos métodos diagnósticos e a conscientização sobre os riscos da exposição solar, a prevenção e o diagnóstico precoce permanecem como as melhores estratégias para reduzir os impactos do câncer de pele, especialmente em um verão com calor extremo como o de 2026.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



