Última chance para conhecer Ònà Irin: caminho de ferro, de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho

Exposição que celebra a ancestralidade e a força feminina negra fica em cartaz até 22 de fevereiro em São Paulo

A exposição Ònà Irin: caminho de ferro, da artista baiana Nádia Taquary, está em seu último mês de visitação no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Com mais de 20 mil visitantes desde sua abertura, a mostra se destaca como uma importante referência cultural na capital paulista e fica em cartaz até 22 de fevereiro de 2026.

Curada por Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos, a exposição já passou pelo Museu de Arte do Rio (MAR) em 2023 e pelo Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, até março de 2025. No Sesc Belenzinho, a mostra ganha uma nova ambientação que intensifica sua dimensão sensorial e simbólica, convidando o público a refletir sobre a ancestralidade e a espiritualidade afro-brasileira no cotidiano contemporâneo.

Ònà Irin reúne 22 obras entre esculturas, objetos-esculturas, instalações e uma videoinstalação, produzidas em diferentes fases da carreira de Nádia Taquary. A artista iniciou sua trajetória em 2010 com pesquisas sobre a joalheria afro-brasileira, especialmente as pencas de balangandãs — conjuntos de pingentes metálicos usados por mulheres negras escravizadas e libertas na Bahia dos séculos XVIII e XIX. Esses objetos carregavam símbolos de fé, proteção e prosperidade, funcionando também como formas de resistência e autonomia.

Ao longo dos anos, a produção de Taquary expandiu-se para esculturas e instalações de grande escala, onde o sagrado e o feminino se manifestam em formas híbridas, utilizando materiais como búzios, miçangas, palhas e metais. A montagem no Sesc mantém o conjunto apresentado nas versões anteriores, reafirmando a centralidade das forças femininas na cosmologia afro-brasileira.

A exposição conduz o visitante por uma travessia simbólica que entrelaça criação, tempo e as energias que conectam o visível e o invisível, como trilhos que se desdobram em múltiplos percursos, abrindo caminhos entre mundos materiais e espirituais. “Essa mostra não organiza conhecimento sobre arte, mas trata da vida — do surgimento da vida, da superação dos medos e da presença feminina nos mitos da criação”, destaca o curador Marcelo Campos.

Embora não se configure como uma retrospectiva, Ònà Irin articula diferentes momentos da trajetória da artista, transformando essa transição em uma experiência imersiva. A arte torna-se um território de encontro entre memória, mito e espiritualidade, onde a presença feminina negra emerge como força criadora e princípio de mundo.

A visitação é gratuita e o Sesc Belenzinho oferece acessibilidade completa, com rampas, elevadores, pisos táteis e banheiros adaptados. O espaço funciona de terça a sábado, das 10h às 21h, e domingos e feriados, das 10h às 18h.

Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho. Aproveite para vivenciar essa experiência única que celebra a ancestralidade e a força da mulher negra na arte contemporânea.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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