Siemens Healthineers e Fundação Gates unem forças para IA na saúde materna
Projeto inovador usa inteligência artificial para prevenir complicações na gravidez em regiões de poucos recursos
A Siemens Healthineers, líder global em tecnologia médica, está desenvolvendo uma solução inovadora de inteligência artificial (IA) para a saúde materna, com o apoio da Fundação Gates. A iniciativa tem como foco ampliar o rastreamento precoce de complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia e anemia, especialmente em contextos de poucos recursos. As informações são da assessoria de imprensa da empresa.
Essas duas condições são responsáveis por mais de meio milhão de mortes anuais de mulheres e crianças, além de afetar a saúde de milhões de pessoas ao redor do mundo. A proposta da Siemens Healthineers visa reduzir a sobrecarga dos serviços laboratoriais e permitir intervenções clínicas mais rápidas e eficazes, contribuindo para melhores desfechos na saúde materna e neonatal.
O projeto utiliza machine learning aplicado a dados do hemograma completo, exame rotineiro do pré-natal, combinado a informações clínicas relevantes das pacientes. A partir desses dados, serão criados modelos capazes de aprimorar a estratificação de risco, gerando um escore integrado de saúde materna para apoiar a tomada de decisão clínica e a identificação precoce de riscos.
Bernd Montag, CEO global da Siemens Healthineers, destaca: “Com a inteligência artificial aplicada à saúde, avançamos da reação aos sintomas para a predição de desfechos. É empolgante contribuir para que o diagnóstico precoce deixe de ser uma exceção e se torne um padrão escalável, beneficiando mulheres e crianças em todo o mundo.”
Além de utilizar dados já coletados nos exames de rotina, o projeto também incluirá informações como níveis de ferritina para identificar riscos específicos, como a pré-eclâmpsia e anemia. Essa abordagem elimina a necessidade de novos exames ou custos adicionais para as pacientes.
A iniciativa reforça o compromisso da Siemens Healthineers em reduzir a desigualdade de gênero na saúde. Estudos indicam que mulheres vivem, em média, 25% mais tempo em condições de saúde precárias do que homens, o que impacta famílias, comunidades e economias.
Com financiamento da Fundação Gates, a empresa vai desenvolver e validar os modelos de IA em parceria com instituições do Sul Global, garantindo que as soluções sejam eficazes em ambientes de poucos recursos. Ao final do projeto, os resultados da validação dos algoritmos e sua aplicação prática serão divulgados.
A pré-eclâmpsia é responsável por mais de 76 mil mortes maternas e cerca de 500 mil mortes perinatais anualmente, com maior incidência em países de renda baixa e média. Já a anemia afeta aproximadamente 500 milhões de mulheres em idade reprodutiva e 269 milhões de crianças pequenas, sendo quatro vezes mais prevalente em países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essa iniciativa representa um avanço importante na utilização da tecnologia digital e da inteligência artificial para melhorar o acesso à saúde materna e neonatal, especialmente em regiões vulneráveis, promovendo um cuidado mais preventivo e eficiente para mulheres e seus bebês.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



