Dor íntima feminina: por que ainda é tão difícil identificar na prática clínica no Brasil?
Entenda os desafios do diagnóstico e os impactos da dor íntima na vida das mulheres brasileiras
A dor íntima feminina é uma condição que afeta muitas mulheres no Brasil, mas que ainda enfrenta grande invisibilidade na prática clínica. Sensações persistentes como ardor, queimação, pontadas ou dor profunda na região genital são comuns, mesmo quando não estão relacionadas diretamente à atividade sexual. No entanto, essas queixas costumam ser subdiagnosticadas ou até mesmo desconsideradas, o que prolonga o sofrimento físico, emocional e social das pacientes.
Conforme dados fornecidos pela assessoria de imprensa da Dra. Vivian Amaral, dermatologista e referência mundial em saúde íntima feminina, condições como vulvodínia e dispareunia são pouco reconhecidas no país. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia revelou que o tempo médio para o diagnóstico da vulvodínia é de cerca de seis anos. Mais da metade das mulheres consultou três ou mais profissionais de saúde, e quase metade delas não recebeu um diagnóstico definitivo, evidenciando um quadro preocupante de subdiagnóstico.
A dificuldade no reconhecimento precoce da dor íntima está ligada a vários fatores. Culturalmente, muitas mulheres acreditam que sentir dor na região genital é algo normal em fases como pós-parto, alterações hormonais ou envelhecimento. Além disso, a ausência de sinais visíveis nos exames básicos pode levar profissionais a desconsiderarem a dor relatada. “A ausência de alterações visíveis não exclui a chance de doença e o diagnóstico exige escuta qualificada e compreensão da complexidade da região íntima feminina”, destaca a especialista.
Outro desafio é a fragmentação do atendimento médico. A dor íntima pode envolver aspectos dermatológicos, ginecológicos, neurológicos e musculares, o que demanda uma abordagem integrada. Quando o tratamento foca apenas em sintomas isolados, como infecções recorrentes, a causa principal permanece oculta, atrasando o cuidado adequado.
Além disso, o constrangimento e o medo de julgamento fazem com que muitas mulheres adiem a busca por ajuda. A Dra. Vivian Amaral reforça que “dor não é normal, independentemente da fase da vida. Quando ela é ignorada, o corpo continua sinalizando que algo não está bem”. Por isso, ampliar o conhecimento sobre dor íntima entre profissionais e pacientes é fundamental para romper o ciclo de sofrimento silencioso.
Com o avanço das discussões sobre saúde da mulher, é urgente reconhecer a dor íntima feminina como um sintoma legítimo, investigar suas causas e oferecer tratamentos adequados. Essa mudança é essencial para melhorar a qualidade de vida, a autoestima e o bem-estar de muitas brasileiras que convivem com esse problema ainda pouco compreendido.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



