Como a linguagem pode transformar o cuidado oncológico: 3 formas essenciais
Descubra como a comunicação humanizada impacta a jornada de quem vive com câncer
No Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, a atenção se volta para os desafios enfrentados por milhões de pessoas diagnosticadas com a doença. Um aspecto fundamental, porém pouco discutido, é a forma como falamos sobre o câncer e como essa linguagem pode transformar a experiência do paciente durante todo o tratamento. Com base em dados da assessoria de imprensa, trazemos três formas pelas quais a comunicação pode impactar positivamente o cuidado oncológico, segundo a oncologista Dra. Maria Cristina Figueroa Magalhães.
A palavra, muitas vezes, é o primeiro tratamento que o paciente recebe. Antes mesmo de iniciar a quimioterapia, cirurgia ou radioterapia, a mensagem transmitida pode acolher ou ferir. Por isso, a comunicação humanizada é peça fundamental para o manejo da doença. A Dra. Maria Cristina destaca que a narrativa adequada ajuda o paciente a controlar a ansiedade e outros temores, organizando o medo que, quando compreendido, deixa de ser difuso e torna-se manejável.
Além disso, a linguagem fortalece o vínculo terapêutico. Quando o paciente se sente respeitado e compreendido, a confiança na equipe médica aumenta, o que é essencial para o sucesso do tratamento. Palavras que transmitem união, como “estamos juntos” ou “vamos caminhar passo a passo”, devolvem a sensação de continuidade e apoio, fundamentais para o enfrentamento da doença.
Por fim, a comunicação clara e acolhedora devolve protagonismo ao paciente, permitindo que ele participe ativamente das decisões sobre seu tratamento. Isso transforma a pessoa de alguém passivo para um agente ativo no processo, promovendo autonomia e esperança. É importante evitar expressões que geram desamparo, como “não há mais nada a fazer”. Em vez disso, dizer “não temos mais tratamento curativo, mas seguimos com cuidado, controle de sintomas e presença” muda completamente a experiência do paciente.
A oncologista também alerta para o uso de metáforas de guerra, como “lutar” ou “perder a batalha”, que impõem uma carga emocional injusta, como se o desfecho dependesse apenas da força pessoal do paciente. A linguagem não altera o diagnóstico, mas pode transformar profundamente a vivência de quem convive com o câncer.
A história da Clélia, produtora de cinema e mãe solo, ilustra essa transformação. Ao receber o diagnóstico de câncer de mama, ela decidiu usar a palavra para tirar o peso da doença, criando um blog que virou livro e inspirou um filme, sempre com a missão de abrir espaço para a conversa, acolhimento e humanidade. Para ela, “informação foi meu maior remédio. Mas a forma como me disseram as coisas — com cuidado — fez toda a diferença.”
Neste Dia Mundial do Câncer, a reflexão sobre a linguagem no cuidado oncológico reforça a importância de uma comunicação empática, clara e acolhedora, capaz de transformar a jornada do paciente e promover um cuidado mais humano e eficaz.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



