Volta às aulas: seis dicas para montar uma lancheira saudável e saborosa

Saiba como garantir uma alimentação nutritiva e equilibrada para o crescimento e desenvolvimento das crianças na escola

Biscoitos, bolachas, bolos e sucos ultraprocessados são, muitas vezes, opções mais comuns para compor a lancheira das crianças, principalmente por conta da praticidade. Mas muitos destes alimentos possuem carência nutricional ou excesso de outros componentes – como gordura saturada – e, ao optar por este tipo de alimentação, a criança pode deixar de ingerir nutrientes vitais e necessários para um crescimento saudável. Quando isso se torna uma prática diária, a criança poderá enfrentar desafios em seu desenvolvimento físico e cognitivo, ter menos energia no dia a dia, ficar mais doente e prestar menos atenção nas aulas, entre outros problemas.

O Ministério da Saúde desenvolveu um guia alimentar para crianças menores de 2 anos, enfatizando a importância da formação de hábitos alimentares, visto que a criança que come alimentos saudáveis e adequados tem mais chances de se tornar um adulto consciente para fazer boas escolhas alimentares. Atualmente, 10% das crianças brasileiras entre 5 e 10 anos estão acima do peso, e é na lancheira que a alimentação inadequada fica mais evidente.

Variar no cardápio não é tarefa fácil, mas é fundamental para uma alimentação mais equilibrada. O ideal é acrescentar na lancheira um alimento de cada grupo, como proteína, fruta e carboidrato, para garantir uma alimentação mais saudável e, consequentemente, auxiliar no crescimento e no desenvolvimento da criança.

Planejar antecipadamente as opções de lanches da semana pode ajudar os pais a evitar excessos e trazer mais praticidade à rotina. Além disso, envolver a criança nas escolhas dos itens que vão compor a lancheira é fundamental para melhor aceitação dos alimentos. Deve-se escolher opções já conhecidas pela criança, pois a lancheira da escola deve ser uma extensão da alimentação feita em casa. Não adianta colocar um alimento que a criança não costuma ingerir em casa, pois as chances de ele voltar intacto na lancheira são grandes.

O uso de um suplemento oral infantil pode ser útil, por exemplo, no caso de uma criança que costuma rejeitar certos tipos ou grupos de alimentos e/ou que esteja com altura e peso abaixo da média para a idade. Porém, nem todas as crianças necessitam de suplementação, por isso é fundamental o acompanhamento com um pediatra ou nutricionista para que, a partir do relato dos pais e de exames, possa ser investigada a real dificuldade alimentar e, se necessário, indicar o uso de suplemento ou determinar um plano de ação para que a criança retome um crescimento saudável.

Confira seis dicas para montar uma lancheira saudável e nutritiva:
1. No lanche da escola não pode faltar: um líquido, uma fruta, um tipo de carboidrato e um tipo de proteína.
2. Para beber, opte por chás, água de coco ou sucos naturais (que podem ser colocados em recipientes térmicos para preservar os nutrientes), mas a água sempre é uma excelente opção. Lancheiras térmicas são ótimas para o melhor acondicionamento da comida.
3. Deixe as frutas cortadas e descascadas, pois a aparência é um fator determinante para a criança ingerir determinado alimento.
4. Os pães podem e devem entrar na lancheira escolar, mas é ideal variar o tipo para evitar que a criança enjoe: pão francês, de forma ou de milho são algumas opções. Atenção ao recheio, preferindo patês caseiros, que são saudáveis e nutritivos.
5. Invista em petiscos saudáveis: frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas e saborosas. O ideal é acondicioná-los em potes fechados ou saquinhos.
6. Tenha a suplementação como aliada: ela é uma ótima alternativa para suprir necessidades de nutrientes fundamentais para as crianças, como ferro, cálcio, zinco, fibras e vitaminas A e D.

Comer saudável é apenas parte de uma vida saudável. É importante também incentivar as crianças a serem ativas, praticarem exercícios físicos regularmente e dedicarem tempo às atividades ao ar livre.

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Por Patrícia Ruffo

nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott

Artigo de opinião

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