Síndrome do Cuidador: como proteger a saúde mental de quem dedica a vida ao cuidado
Entenda os sinais da Síndrome do Cuidador e a importância do autocuidado e da rede de apoio para evitar o esgotamento
Com o envelhecimento da população brasileira, a figura do cuidador tem ganhado cada vez mais importância na sociedade. No entanto, a dedicação constante a outra pessoa pode trazer sérios impactos à saúde mental de quem cuida, muitas vezes ignorados ou naturalizados. Este post, elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da UNIASSELVI, explica o que é a Síndrome do Cuidador, seus sintomas e como prevenir o esgotamento emocional.
A Síndrome do Cuidador, também chamada de Síndrome do Desgaste por Empatia, é um conjunto de sinais e sintomas que acometem pessoas que cuidam de outras, sejam adultos ou crianças. Segundo a coordenadora do curso de Psicologia da UNIASSELVI, Gabriela Inthurn, “é comum desenvolvermos sintomas e sinais semelhantes ao sofrimento ou condição de saúde de pessoas que cuidamos, além de sintomas de sobrecarga e cansaço excessivo”.
Os números reforçam a relevância do tema: o IBGE aponta que o número de brasileiros com 65 anos ou mais passou de 14,1 milhões em 2010 para 22,2 milhões em 2022, um aumento de 57,4%. Paralelamente, o Ministério do Trabalho registrou um crescimento de 547% no número de cuidadores de idosos entre 2012 e 2022, consolidando a profissão no mercado de trabalho e aumentando as demandas sobre esses profissionais.
Os principais sintomas da Síndrome do Cuidador incluem fadiga constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono e no apetite, dores físicas frequentes como cefaleia e dores musculares, apatia e perda de prazer nas atividades diárias. A psicóloga destaca ainda a dificuldade em reservar momentos de lazer e descanso, agravada pela culpa que muitos cuidadores sentem ao tirar um tempo para si. “Temos uma cultura de achar que somente quem está doente ou com alguma condição deveria descansar, quando na verdade o descanso é importante e essencial para todos”, explica Gabriela.
Para preservar a saúde mental, é fundamental que o cuidador reconheça suas próprias necessidades e entenda que, mesmo sendo responsável pelo cuidado de outra pessoa, também é responsável pelo seu próprio cuidado. Entre as estratégias recomendadas estão reservar um tempo semanal para si, aprender a identificar sinais de cansaço e sobrecarga, delegar tarefas e pedir ajuda quando necessário.
A rede de apoio, composta por familiares, amigos e profissionais, desempenha papel essencial nesse processo, ajudando na divisão de tarefas e no aumento dos intervalos de descanso. Quando o descanso e o autocuidado são difíceis de serem alcançados, o acompanhamento psicológico pode ser uma ferramenta importante para ressignificar crenças e promover equilíbrio emocional.
Cuidar de quem cuida é fundamental para garantir qualidade de vida e saúde mental, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional e aumento da demanda por cuidados contínuos. Valorizar o autocuidado e buscar apoio são passos essenciais para evitar o esgotamento e manter o bem-estar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



