Nova Pirâmide Alimentar Americana: o que muda no conceito de comer bem em 2025-2030

Conheça os avanços, controvérsias e principais mudanças da atualização das diretrizes alimentares dos EUA, refletindo tendências globais.

Recentemente, o governo dos Estados Unidos lançou a nova edição das _Dietary Guidelines for Americans_ (DGA) para o período de 2025-2030, que traz uma atualização significativa na tradicional pirâmide alimentar americana. A novidade principal é a inversão da pirâmide, colocando em destaque proteínas, laticínios, gorduras saudáveis, frutas e vegetais, enquanto os grãos integrais perdem protagonismo. Essas informações foram compartilhadas pela assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) durante a live da série Nutrologia em Debate.

Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e Fellow da The Obesity Society (TOS/USA), “esses guias alimentares, em formato de pirâmide, são temporários e mudam conforme novos conceitos de alimentação. Essas atualizações acompanham o comportamento de consumo, de acordo com as novas descobertas científicas, e cada país adota seu próprio guia ou pirâmide”. Portanto, a nova pirâmide americana não pretende ditar uma regra global, mas sim refletir as necessidades e evidências científicas específicas dos Estados Unidos, assim como o Brasil fez com sua proposta em 2024.

Uma das principais transformações dessa nova orientação é o foco na qualidade dos alimentos e no padrão alimentar como um todo, e não mais na contagem isolada de porções. A valorização dos alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, vegetais, proteínas de boa qualidade e gorduras saudáveis, ganha destaque. Além disso, a pirâmide passa a ser um guia para escolhas conscientes, priorizando “menos rótulos, mais comida de verdade, menos radicalismo e mais equilíbrio e contexto”.

Entre as mudanças mais relevantes estão: a recomendação de maior ingestão diária de proteínas de qualidade em todas as refeições (aproximadamente 1,2 a 1,6 g/kg de peso corporal); a redução do consumo de carboidratos refinados e ultraprocessados, como pães brancos e salgadinhos; e a reintrodução de alimentos antes desestimulados, como laticínios integrais e carnes vermelhas, embora com cautela em relação às gorduras saturadas. Também há orientações para limitar açúcares adicionados a menos de 10 gramas por refeição e reduzir o consumo de álcool.

Além dos alimentos, a nova pirâmide valoriza o comportamento alimentar, incentivando atitudes como comer com atenção, preparar a própria comida, realizar refeições em ambientes tranquilos e respeitar a cultura alimentar local. A sustentabilidade também entra em pauta, considerando o impacto ambiental, o desperdício e a valorização da produção local.

No entanto, especialistas alertam para pontos que merecem atenção. A Dra. Marcella Garcez Duarte destaca que “há um viés econômico e político que precisa ser analisado com cautela e senso crítico por parte dos médicos”. Já a Profa. Dra. Isolda Prado ressalta que “a pirâmide pode servir como base, mas deve ser adaptada à realidade do paciente e ao ambiente em que ele vive, considerando que a simplificação excessiva de conceitos alimentares ainda representa um desafio”.

Assim, a nova pirâmide alimentar americana representa um avanço importante na forma de orientar hábitos alimentares, refletindo uma visão mais integrada e consciente do que significa comer bem na atualidade. Com foco em alimentos de verdade, equilíbrio e sustentabilidade, ela abre espaço para debates e adaptações que respeitem as particularidades individuais e culturais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 74 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar