Leucemia infantojuvenil: entenda o câncer mais comum em crianças e adolescentes

Caso do filho da jornalista Mara Pinheiro destaca a importância do diagnóstico precoce e avanços no tratamento oncológico pediátrico

O recente retorno da jornalista Mara Pinheiro à bancada do MG2, após oito meses afastada para acompanhar o tratamento do filho Hércules, de 4 anos, diagnosticado com leucemia, reacendeu a atenção para a leucemia infantojuvenil — o tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes. Com dados fornecidos pela assessoria de imprensa, este post traz informações essenciais sobre a doença, seus sinais de alerta e os avanços no tratamento oncológico pediátrico.

A leucemia representa cerca de 30% dos tumores diagnosticados em crianças até 15 anos e aproximadamente 20% dos casos em jovens até 20 anos. No Brasil, são estimados 11.540 novos casos anualmente, posicionando a leucemia como o décimo câncer mais frequente na população geral. Trata-se de uma doença maligna das células sanguíneas, caracterizada pelo acúmulo de células jovens anormais chamadas blastos, que substituem as células normais na medula óssea e podem infiltrar órgãos como fígado, baço e sistema nervoso central.

Entre os subtipos, as Leucemias Agudas são as mais comuns na infância, com destaque para a Leucemia Linfóide Aguda (LLA). Segundo Sidnei Epelman, líder da especialidade de oncopediatria da Oncoclínicas e presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (TUCCA), “os tumores na infância são muito mais agressivos e evoluem com maior velocidade, mas a resposta às terapias costuma ser muito mais rápida, o que torna a maioria dos casos curáveis, desde que haja diagnóstico preciso e rápido”.

A causa da leucemia infantil ainda não é totalmente compreendida. Algumas condições genéticas, como a síndrome de Down, e tratamentos prévios com quimioterapia podem aumentar o risco, mas são exceções. Por isso, a atenção aos sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de cura.

Os sinais de alerta incluem dor nas pernas e articulações, fadiga intensa, febre, palidez, manchas roxas ou vermelhas na pele, hemorragias, aumento dos gânglios linfáticos, dor abdominal, cefaleia, vômitos, nódulos subcutâneos, falta de apetite e perda de peso inexplicada. O diagnóstico inicial envolve exame clínico detalhado e hemograma completo, que pode indicar alterações sanguíneas e presença de blastos. Exames complementares, como mielograma e citometria de fluxo, ajudam a confirmar e classificar a doença.

O tratamento mais comum é a quimioterapia, que visa destruir as células doentes, podendo causar efeitos colaterais como náuseas e queda de cabelo. Em casos de alto risco ou resistência, o transplante de medula óssea pode ser indicado. “O importante é garantir uma estrutura que ofereça acolhimento e condições adequadas para diagnóstico e tratamento, garantindo um final feliz”, destaca Sidnei Epelman.

O caso do filho de Mara Pinheiro reforça a necessidade de conscientização sobre a leucemia infantojuvenil, a importância do diagnóstico precoce e o avanço dos tratamentos que tornam possível a cura para muitas crianças e adolescentes. Ficar atento aos sintomas e buscar atendimento médico imediato é o primeiro passo para o cuidado eficaz.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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