Janeiro Roxo: Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo

Entenda a importância do diagnóstico precoce e os avanços no combate à hanseníase no Brasil

Estamos em Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e combate à hanseníase, uma doença contagiosa que, felizmente, tem cura. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos, com uma média anual de aproximadamente 20 mil registros, ficando atrás apenas da Índia. Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024 foram detectados 172.717 casos globalmente, sendo 80% deles na Índia e 22.129 no Brasil.

Apesar da redução global de 5,5% nos casos, a hanseníase permanece um desafio de saúde pública no país. A dermatologista Laila de Laguiche, fundadora do Instituto Aliança contra Hanseníase (AAL), explica que o aumento recente nas notificações não indica necessariamente maior transmissão, mas sim uma retomada dos diagnósticos após a queda durante a pandemia de Covid-19, quando houve uma redução significativa na detecção da doença. Ela destaca que “os números da hanseníase no Brasil se mantêm relativamente estáveis ao longo da última década, o que reforça a persistência da doença como problema de saúde pública”.

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades físicas e garantir melhor qualidade de vida. Os principais sintomas incluem alterações neurológicas e cutâneas, como perda de força muscular, cãibras noturnas, manchas na pele e diminuição da sensibilidade. Sinais como perder chinelos ou deixar objetos caírem sem perceber podem indicar comprometimento dos nervos periféricos. A orientação é que, diante desses sintomas, o paciente procure um dermatologista ou infectologista para avaliação.

Nos avanços do diagnóstico, destacam-se os testes moleculares rápidos, como o kit XGEN Master Leprae, que utiliza PCR em Tempo Real para detectar a bactéria com alta sensibilidade em amostras de pele. Esse tipo de teste permite um diagnóstico mais rápido e preciso, facilitando o início do tratamento e reduzindo o risco de transmissão. Em 2021, foi lançado o primeiro teste comercial capaz de diagnosticar a hanseníase em 24 horas, um marco importante frente à demora dos resultados tradicionais.

O tratamento recomendado pela OMS, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é feito com antibióticos e pode durar de seis a 12 meses, podendo ser estendido em alguns casos. Pesquisas recentes estudam a molécula Telacebec, um medicamento promissor que pode encurtar e tornar mais eficaz o tratamento da hanseníase.

Além do diagnóstico e tratamento, a informação de qualidade é essencial para combater o estigma e o preconceito associados à doença, bem como para promover a reabilitação de pessoas com incapacidades físicas, por meio de acompanhamento multiprofissional. O Janeiro Roxo reforça a importância da conscientização para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, contribuindo para a redução dos impactos da hanseníase no Brasil.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Aliança contra Hanseníase e da Mobius, especialistas no enfrentamento da doença.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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