Janeiro Branco: Entenda como o estresse pode prejudicar sua saúde bucal
Saiba os impactos do estresse na boca e como cuidar da saúde bucal em momentos de tensão
Dados do Institut Public de Soundage d’Opinion Secteur (IPSO) indicam que o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior índice de estresse populacional, ficando atrás apenas da Suécia, Turquia e Polônia, conforme o relatório do Global World Mental Health Day. Esse dado revela a importância de compreender como o estresse afeta não só o organismo como um todo, mas também a saúde bucal, tema que ganha destaque no Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental.
A Dra. Luciana Scaff Vianna, integrante da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), explica que o estresse pode desencadear diversas alterações na cavidade bucal. Grupos como estudantes em período de vestibular, profissionais com alta carga de responsabilidade, gestantes e pessoas com doenças graves são os mais vulneráveis. Para prevenir o estresse, a especialista recomenda hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, sono adequado, prática de atividades físicas, lazer e meditação. Terapias com profissionais especializados também podem ser indicadas para controle emocional.
Uma das consequências mais comuns do estresse na boca é o bruxismo, caracterizado pelo atrito e pressão dos dentes. A presidente da Câmara Técnica de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial do CROSP, Dra. Maria de Lourdes Accorinte, esclarece que o bruxismo pode ocorrer tanto durante o sono quanto na vigília, sendo este último mais relacionado a fatores emocionais. O problema pode causar desgaste dentário, fraturas em restaurações, próteses e implantes, além de aumentar o risco de disfunção temporomandibular (DTM), que provoca dores na articulação da mandíbula, estalos e desconfortos ao mastigar ou abrir a boca.
Para o tratamento, o especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial é fundamental, pois avalia tanto os aspectos físicos quanto emocionais do paciente. Dispositivos interoclusais, como placas de bruxismo, são indicados para proteger dentes, gengivas e articulações, sendo uma terapia eficaz e personalizada para cada caso. É importante lembrar que nem toda DTM é causada pelo bruxismo, podendo ter outras origens, como traumas e fatores reumáticos.
O estresse também afeta a saúde bucal dos idosos, conforme destaca a presidente da Câmara Técnica de Odontogeriatria do CROSP, Dra. Denise Tibério. O estresse frequente acelera o envelhecimento imunológico e cognitivo, reduzindo a defesa contra bactérias orais agressivas e aumentando o risco de déficit cognitivo. A diminuição dos cuidados com a higiene bucal pode levar a inflamações crônicas na gengiva, que, por sua vez, liberam toxinas na circulação e afetam o cérebro.
O odontogeriatra é o profissional capacitado para lidar com as particularidades do envelhecimento, considerando fatores como polifarmácia, alterações sensoriais e dificuldades motoras. Ele orienta o uso de produtos específicos e adapta os cuidados para garantir a saúde bucal e o bem-estar dos idosos.
Entre as principais doenças bucais associadas ao estresse estão as doenças periodontais, cáries, lesões de mucosa e transtornos como o bruxismo, que podem causar dor orofacial e fraturas dentárias. Cuidar da saúde mental é, portanto, essencial para preservar a saúde bucal e a qualidade de vida.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



